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Vice-governador detalha na Câmara projeto da ponte Salvador-Itaparica


O potencial de expansão econômica para o estado, em função da concretização do projeto da Ponte do Desenvolvimento, ligando Salvador a Itaparica, foi destacado pelo vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão, em reunião com os vereadores. O encontro, na tarde desta terça-feira, 24 de setembro, ocorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal, dirigido pelo presidente da Casa, vereador Geraldo Júnior (SD), e contou também com a presença do secretário de Infraestrutura, Marcos Cavalcanti.


João Leão ressaltou o impacto da obra para o crescimento de 250 municípios, somando aproximadamente 10 milhões de pessoas. “Vamos criar um novo vetor de desenvolvimento para a Bahia”, garantiu, estimando que a receita do estado, que atualmente gira em torno de R$ 44 bilhões, dobrará com a ponte Salvador-Itaparica, que encurtará as distâncias entre os municípios e a capital em pelo menos 100 quilômetros.


A extensão do equipamento é de 12,4 quilômetros e a previsão é que o leilão para escolha da empresa que executará a obra seja realizado em novembro deste ano. Pelo cronograma, as obras serão iniciadas em janeiro de 2021 e a ponte será inaugurada em janeiro de 2025. “Este projeto já tem meio século. Vários governadores tentaram e não conseguiram, mas agora ela sairá do papel”, afirmou João Leão, deixando claro que o projeto passou por “mais de 100 discussões, inclusive aqui nesta Casa, em 2013, em audiência pública e sessão especial”.


Aos vereadores que duvidaram da viabilização do projeto, o vice-governador observou que a ponte será uma realidade e terá a parceria da Prefeitura de Salvador. “O prefeito ACM Neto assinou, em 2013, o termo de cooperação, juntamente com os prefeitos de Vera Cruz e Itaparica”, relembrou. A PPP, com prazo de 30 anos de concessão da operação, terá aporte público de R$ 1,5 bilhão durante a obra e contraprestação anual máxima de R$ 56,2 milhões. Segundo os secretários, a obra gerará 7 mil empregos diretos, com potencial para criar em toda a região impactada pela ponte até 100 mil postos de trabalho. Como exemplo, Leão citou uma rede hoteleira que está aguardando só a licitação da ponte para iniciar a construção de uma grande hotel em Uma, no Sul do Estado.

A tarifa básica do pedágio será de R$ 45 por veículo, sendo que no esquema bate-volta terá acréscimo de R$ 5, valor calculado com base na economia de combustível. Os nativos da ilha pagarão 50% do valor. O transporte coletivo será por ônibus com ar condicionada, com a tarifa de integração com o metrô. Mototáxis também poderão circular na ponte, que terá ciclovia.


*Fonte da notícia: Diretoria de Comunicação, foto de Antonio Queirós

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