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Velha juventude na Fonte Nova


A dupla Sandy & Júnior vai lotar a Arena Fonte Nova em Salvador neste sábado, 13 de julho de 2019, não há dúvida, diante da disputa por ingressos verificada nos últimos dias. A volta do antigo duo mirim, que atravessou a adolescência sob os holofotes, agradou em cheio principalmente uma geração inteira que cresceu ouvindo os sucessos dos filhos do sertanejo Xororó, da dupla com o irmão Chitãozinho. Mas, mesmo quem nunca se empolgou com os hits que transitaram entre o sertanejo e o pop, deve reconhecer a incrível trajetória deles. Uma história única no Brasil, mesmo entre tantas histórias únicas que permeiam a música brasileira.


Quando os pequenos apareceram no programa Som Brasil, em 1989, cantando o clássico “Maria Chiquinha”, chamaram a atenção mais pela “meiguice” do que exatamente pela virtuosidade da interpretação. Afinal ela tinha apenas seis anos, enquanto ele não passava dos cinco. Mas foi o suficiente para atrair a atenção das gravadoras. Com um contrato assinado com a então gigante PolyGram, sob a tutela artística e produção do pai Xororó e sob as asas da mãe empresária Noely, a dupla entrou no estúdio no ano seguinte para gravar o primeiro de uma série de três álbuns.



Surgiram assim os álbuns “Aniversário do tatu” (1991) e “Sábado à noite” (1992), consolidando um estilo voltado para o sertanejo e o country e atraindo para a dupla as primeiras grandes legiões de fãs. No terceiro trabalho, “Tô ligado em você” (1993), a dupla passou a incluiu outras influência musicais, flertando principalmente com o pop. Sandy chegava aos dez anos de idade e Júnior nove.


A medida em que os trabalhos se sucediam, com “Pra dançar com você” (1994), “Você é D+” (1995), “Dig-dig-joy” (1996) e “Sonho Azul” (1997), o sucesso da então dupla infanto-juvenil se consolidava. Sandy se destacava cada vez mais como vocalista principal do duo, enquanto Junior era responsável pelos vocais de apoio, além de tocar instrumentos como guitarra, violão e bateria.


Atravessando a adolescência junto com seu público predominantemente adolescente, transitando dos LPs de vinil para os CDs, os álbuns “Era Uma Vez... Ao Vivo” (1998), “As Quatro Estações” (1999), “Quatro Estações: O Show” (2000) e “Sandy & Junior” (2001) estabeleceram Sandy e Junior como recordistas em vendas no Brasil. O sucesso da dupla atrairia a atenção da Universal Music em Londres, que teve a iniciativa de promover o lançamento no mercado internacional. O resultado foi o álbum “Internacional” (2002). Em outubro de 2002, a dupla reuniu um público de 70 mil pessoas para um show no estádio do Maracanã, apresentação esta que originou o CD e DVD “Ao Vivo no Maracanã”.


Nos álbuns “Identidade” (2003) e “Sandy & Junior” (2006) - este indicado ao Grammy Latino -, Sandy e Junior experimentaram uma maior liberdade artística. O sucesso parecia não ter limite, quando, em abril de 2007, eles anunciaram a separação, após dezessete anos de carreira em dupla. O último projeto daquela fase juntos foi o CD e DVD “Acústico MTV”, lançado em agosto do mesmo ano.



Nos anos seguintes os dois se dedicaram a carreiras solo. Ela se consolidou como cantora pop romântica e ele transitou mais pelo rock, incluindo circuitos alternativos.


Agora em 2019, 12 anos após a separação, voltaram a se reunir para uma turnê em comemoração aos 30 anos da primeira apresentação televisionada da dupla, no programa Som Brasil. É este reencontro, festejado por uma legião de fãs, que será comemorado na Arena Fonte Nova lotada. Com muitas recordações sonoras, além das lembranças de atuações em TV e cinema, o público poderá relembrar a trajetória iniciada com “Maria Chiqinha” e que se seguiu em "Com Você", "O Universo Precisa de Vocês” (Power Rangers), "Dig-Dig-Joy", "Era Uma Vez", "No Fundo do Coração", "As Quatro Estações", "A Lenda", "Quando Você Passa” (Turu Turu), "Love Never Fails", "Desperdiçou" e "Estranho Jeito de Amar". Uma história que, como diria o velho marqueteiro, nunca se viu antes no Brasil.