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Vaquinhas enfeitam Salvador até 8 de novembro


Locais de grande circulação de Salvador foram “invadidos” por peças altamente coloridas, em formato de vacas, que estão fazendo parte da paisagem da cidade. É a CowParade, evento mundial que já está na 13ª edição e que pela primeira vez aportou na capital baiana. A iniciativa é apoiada pela Prefeitura, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), e pode ser conferida até o dia 8 de novembro.


As vaquinhas foram customizadas por cerca de 600 artistas baianos e 60 delas foram escolhidas para a exposição em espaços públicos, sendo 59 em Salvador e uma na Praia do Forte, em Mata de São João. Na capital, as peças estão espalhadas em espaços como o Centro Histórico, shoppings, praias de Itapuã, São Tomé, Barra, estações de transbordo, largos e praças.


Segundo o presidente da Saltur, Isaac Edington, a vinda da CowParade para cá mostra o quanto a cidade está apta a realizar grandes ações em prol da cultura. “Salvador está sempre aberta às diferentes manifestações culturais, e não seria diferente com o CowParade, que é uma das maiores exposições a céu aberto do mundo e trouxe às ruas o talento dos nossos artistas. O projeto é um sucesso e a Prefeitura tem orgulho de participar dele”, afirma o gestor.


Escolhido para pintar uma das vaquinhas, o artista plástico Bel Borba ficou contente e honrado com o convite. “Eu tenho uma relação muito estreita e muito profunda com a cidade. Por isso, foi uma honra e um prazer participar desse evento, que faz parte de uma corrente internacional. Apesar da experiência com a arte, cada projeto é sempre um desafio para mim”, conta.


Exposta no Largo do Farol da Barra, a produção de Borba tem como proposta a geometrização das malhas da vaca. “Mas aquilo começou a me lembrar da silhueta da estrutura urbana noturna, quando o sol está se pondo. Então as malhas representam janelas de prédios urbanos com a luz acesa”, completa.


O CowParade funciona assim: artistas selecionados utilizam uma escultura de vaca como suporte para as suas criações. As esculturas, feitas em fibra de vidro e com o tamanho real do animal, são expostas em vias públicas e podem ser apreciadas por todos. Ao final da exposição, as peças são leiloadas e o dinheiro arrecadado é doado para entidades beneficentes.


A ação teve início em 1998, na Suíça, quando um artista local chamado Pascal Knapp apresentou três modelos de vaca durante um evento de arte em Zurique. Para ele, as vaquinhas seriam a forma mais criativa de reproduzir uma tela tridimensional para expressões artísticas.


A mostra já passou por 85 cidades do mundo e atraiu mais de 10 mil artistas visuais para imprimir o próprio estilo através de pinturas, grafite e intervenções artísticas. Estima-se que mais de 500 milhões de pessoas tenham visto uma das esculturas pelo mundo. No total, mais de R$ 35 milhões foram levantados para entidades beneficentes, por meio de leilão.


*Fonte Secom, foto de Jefferson Peixoto

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