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Sem feriado, Dia da Consciência Negra tem lavagem em Salvador


Nesta quarta-feira, 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, uma série de eventos em Salvador e em muitas outras cidades brasileiras celebra o Dia da Consciência Negra. Apesar de instituída nacionalmente pela Lei 12.519 (2011), a data não é feriado na Bahia ou em Salvador, provavelmente a cidade com maior população de origem negra do país.


Na capital baiana, pelo 11º ano, a data será marcada pela Lavagem da Estátua de Zumbi dos Palmares, na Praça da Sé, Pelourinho. Outros eventos, como shows e seminários, ocorrem na cidade até o final de semana. Porém, por falta da aprovação de uma Lei estadual, será um dia normal de trabalho no estado. Já em Salvador, o feriado não foi instituído porque a cidade já atingiu o número limite de feriados municipais previstos em Lei.


A primeira Lavagem da Estátua de Zumbi na capital baiana foi realizada em 2008. Desde então, acontece anualmente, sempre no dia 20 de novembro. A expectativa é que o ato comece com uma alvorada, às 7h. Depois, por volta das 9h, a caminhada partirá da sede da União dos Negros pela Liberdade (Unegro), na Rua Frei Vicente 16, Pelourinho, com destino ao monumento. A linha de frente vai ser formada por grupo de baianas, seguida dos capoeiristas e grupos de percussão. Já o final do desfile vai ser composto por diversos atos de militância.


Esta quarta-feira é feriado estadual no Rio de Janeiro, Alagoas, Amapá, Amazonas, Mato Grosso e Roraima. Em São Paulo, onde não é feriado estadual, leis municipais instituíram a homenagem em uma centena de cidades, inclusive a capital paulista. De forma total ou parcial, a data faz parte do calendário oficial em cidades de 16 estados. Mas na Bahia, apenas os municípios de Alagoinhas e Serrinha têm o Dia da Consciência Negra no calendário oficial de comemorações.


Zumbi dos Palmares, foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, o maior dos quilombos do período colonial. Ele nasceu na então Capitania de Pernambuco, em região hoje pertencente ao município de União dos Palmares, no estado de Alagoas. Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694, a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por António Soares, e surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça em seu reduto. Apunhalado, resiste, mas é morto com vinte guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo de Castro. Em Recife, foi exposta a cabeça em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.


*Foto Ascom/Sindicato dos Bancários

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