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Santa Bárbara abre nesta quarta o ciclo de festas populares


O ciclo tradicional das festas populares da Bahia começa nesta quarta-feira, 4 de dezembro, com a celebração de Santa Bárbara, sincretizada no Candomblé como Iansã, a senhora dos raios e trovões. Patrimônio Imaterial do estado, a festa começará às 5h com uma alvorada festiva, seguida às 6h pelo badalar dos sinos das igrejas do Centro Histórico de Salvador. Às 8h haverá uma missa campal no Pelourinho, seguida por uma procissão a partir da Igreja do Rosário dos Pretos.


Ponto alto da festa, o cortejo religioso percorrerá as ruas Gregório de Mattos, João de Deus, o Terreiro de Jesus, a Praça da Sé e a Ladeira da Praça. Em frente ao Corpo de Bombeiros, na Barroquinha, haverá uma parada em reverência à padroeira da corporação, prosseguindo depois pela Baixa dos Sapateiros e Rua Padre Agostinho, retornando ao Pelourinho. Também haverá celebração na Igreja Santíssimo Sacramento da Rua do Passo, no Centro Histórico.


Na parte da tarde, às 15h30, começam as apresentações musicais gratuitas, que devem entrar pela noite. No Largo do Pelourinho, a programação inclui Jorginho Comancheiro, Tambores e Cores, Samba de Oyá e Gal do Beco, ultima atração, prevista para 20h. No Largo Pedro Arcanjo, a partir das 13h, se apresentará o grupo Pagode da Urna, seguido às 15h por Adonay e Grupo Samba Paraguaçu e terminando às 17h pelo grupo de samba Burungudum.


A festa no Largo Tereza Batista será comandada, a partir das 16h, pelos blocos Samba Fogueirão e Samba Jaké, com participações de Alan Dudu e Neivaldo do Tchaco. Já no Largo Quincas Berro D’Água se apresentará, a partir das 14h, o Samba de Nego e às 17h30 o ensaio do Bloco Afro Ókámbi.


A programação, totalmente gratuita, é organizada pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, através de parceria com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) e o Centro de Culturas Populares e Identitárias da Secretaria de Cultura da Bahia.


A Festa de Santa Bárbara é fortemente ligada à história do povo negro, que também tem como forma de homenageá-la a música, a alegria e a dança. Assim, a música afro-brasileira, especialmente o samba, se enraizou na celebração, sucedendo a realização da missa e do cortejo no Centro Histórico.


O culto a Santa Bárbara foi iniciado há quase 380 anos, e a festa é celebrada há mais de 200 anos. Por agregar valores culturais singulares, dar destaque às celebrações da fé católica e das religiões de matriz africana, a festa é registrada como Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2008, através do Decreto nº 11.353/08.


Em dezembro de 2015, quando a celebração contava com mais de cinco anos de sua patrimonialização, técnicos do Ipac iniciaram o estudo de reavaliação para a revalidação do Registro Especial da festa, conforme exigido por lei. A investigação, concluída em 2017, mostrou que a Festa de Santa Bárbara no Pelourinho permanece com as características que mantêm viva a tradição e devoção à santa.


*Foto de Eloi Correa/Secult/BA