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Salvador lidera “municipalização” da causa ambiental


O último dia da Semana do Clima da América Latina e Caribenha (Climate Week) da ONU, nesta sexta feira, 23 de agosto, marcou o fortalecimento dos municípios brasileiros na defesa do meio ambiente e a escolha simbólica de Salvador como Capital dos Prefeitos do Brasil. O ato foi realizado durante o “Painel de Prefeitos: o impacto da ação climática integrada e colaborativa”, na Cidade do Clima montada no Salvador Hall (Paralela). A cidade sediará, de 8 a 11 de outubro deste ano, a 76ª Reunião da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).


Para marcar a escolha, o prefeito ACM Neto recebeu um troféu das mãos do presidente da FNP e prefeito de Campinas, Jonas Donizette. É a primeira vez que a FNP realiza a concessão do título. A escultura, assinada pela artista plástica Ana Paula Castro, ficará sob a guarda de cada uma das cidades que sediarem a Reunião Geral da entidade, que acontece duas vezes por ano.


A grande mensagem do “Painel dos Prefeitos” foi que as cidades precisam fazer a sua parte e alertar o governo federal sobre a necessidade de proteger a Amazônia e de cumprir o Acordo de Paris, tratado mundial que possui como objetivo reduzir o aquecimento global e que foi aprovado em 2015 durante a COP-21 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas realizada na capital francesa). O debate foi mediado pelo prefeito ACM Neto e contou ainda com as presenças dos chefes municipais de São Paulo, Bruno Covas; Manaus, Arthur Virgílio; Curitiba, Rafael Greca; Recife, Geraldo Júlio; e de Campinas, Jonas Donizette. De fora do país, participou do painel a prefeita de Arima (Trindade e Tobago), Lisa Morris Julian.


O prefeito de Salvador defendeu o fortalecimento das conexões entre as cidades da América Latina e do Caribe com o objetivo de alinhar iniciativas contra a crise climática. Uma das metas, frisou, é neutralizar a emissão de carbono até 2050, o que a capital baiana tem buscado com a renovação da frota do transporte público, ampliação de ciclovias, estímulos fiscais para quem adota modelos sustentáveis de construção de energia solar e ampliação de áreas verdes, além de transformação do lixo em energia.


O presidente da FNP e prefeito de Campinas, Jonas Donizette, destacou no painel o trabalho desenvolvido pelos 20 municípios da região metropolitana liderada pela cidade visando reduzir os gases que causam o efeito estufa. Em parceria com a rede ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade), esses municípios fizeram um inventário regional sobre a emissão desses gases. O prefeito da capital paulista, Bruno Covas, também ressaltou a importância da renovação da frota do transporte público para que a cidade possa alcançar a meta de neutralizar a emissão de carbono até 2050. Ele disse ainda que pretende implantar mais 170 quilômetros de novas ciclovias até o final do ano que vem.


Em Recife, o prefeito Geraldo Júlio destacou a parceria com o ICLEI, que resultou num inventário sobre a emissão de gases que provocam o efeito estufa. Rafael Greca, prefeito de Curitiba, lembrou que, na capital paranaense, desde 1970 a causa ecológica é uma prioridade. Hoje, a cidade tem 60 metros quadrados de área verde por habitando, quando o recomendado pela ONU é 36 metros quadrados.


O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, usou seu tempo no painel da Semana do Clima para fazer uma veemente defesa da floresta amazônica. Ele disse temer, inclusive, uma ação militar na floresta por nações estrangeiras. Virgílio pediu que os colegas que governam as cidades ajudem a pressionar o governo federal para que a Amazônia seja tratada com prioridade.

*Foto de Max Haack/Secom

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