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Reforma do Mercado de São Miguel deve ser concluída em dezembro


As obras de requalificação do Mercado de São Miguel, na Baixa dos Sapateiros, deverão ser concluídas em dezembro, antecipando o prazo inicial de 12 meses. A previsão foi divulgada pela Prefeitura de Salvador nesta terça feira, 1º de outubro. As intervenções, que tiveram início em março deste ano, seguem projeto elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira que conserva a tradição do centro de compras levando em consideração as necessidades arquitetônicas atuais, como elementos de acessibilidade e paisagismo.


O equipamento totalmente requalificado deve ser entregue no final deste ano. O investimento total é de R$ 5,1 milhões e a reforma está sendo conduzida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), através da Superintendência de Obras Públicas (Sucop).


Equipes técnicas trabalham na montagem de cobertura, alvenaria e revestimentos de argamassa, incluindo serviços de instalações gerais. A obra é realizada em uma área de 4.460 metros quadrados, sendo 1.671 metros quadrados de espaço construído. Sertão 28 boxes para comercialização de produtos hortifrutigranjeiros, 31 para itens diversos, nove espaços para oferta de serviços, seis bares/restaurantes, sanitários masculino, feminino e para pessoas com deficiência, elementos de acessibilidade e ambiente para roda de capoeira. O novo mercado também terá estacionamento com vagas para até 30 veículos, além de um santuário dedicado ao culto do santo que empresta o nome ao equipamento.


Em setembro de 2017, um incêndio destruiu o espaço, que precisou ser fechado por conta da deterioração provocada pelas chamas. A obra em andamento contempla a reforma total, especialmente da ala esquerda, que ficou completamente danificada. A parte frontal da instalação contará com um recuo para a criação de uma área verde, que será ladeada pelo setor de serviços do equipamento, abrigando vendedores, chaveiros e outros prestadores de serviços tradicionais do Mercado. O estabelecimento seguirá concentrando o comércio de ingredientes para as comidas tradicionais da Bahia, como camarão e azeite de dendê, além de utensílios e ervas indispensáveis à liturgia do candomblé.


Inaugurado em 1965, o Mercado São Miguel teve seu auge durante as décadas de 1970 e 1980, sendo um dos principais pontos de comercialização de artesanato regional, produtos religiosos e ingredientes para comidas típicas afro-baianas. Atualmente, o mercado, bem como toda a região do Centro Antigo de Salvador, encontra-se tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) como Patrimônio da Humanidade.


*Foto de Bruno Concha/Secom