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Projetos proibirão canudos e sacos plásticos na capital baiana


Com o objetivo de neutralizar a emissão de carbono no meio ambiente e reduzir a poluição no mar, a Prefeitura de Salvador vai encaminhar para a Câmara de Vereadores dois projetos de Lei proibindo o uso de sacolas e canudos plásticos descartáveis por parte de pequenos, médios e grandes comerciantes da cidade. A informação foi dada pelo prefeito ACM Neto nesta quinta feira, 22 de agosto, durante participação no penúltimo dia da Semana Latino-Americana e Caribenha do Clima, no Salvador Hall.


A Cidade do Clima voltou a ser palco nesta quinta de manifestações de ambientalistas contra o governo brasileiro. Desta vez o alvo das vaias foi o secretário de Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Castelo Branco. Manifestantes gritaram palavras de ordem em defesa da Amazônia. Ao argumentar que tem ocorrido menos desmatamento na floresta, Roberto Castelo foi vaiado pelo público presente. "Mentira, mentira", gritaram pessoas na plateia, a exemplo do que ocorrera na véspera com o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.


Em meio à elevação do tom político no encontro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cancelou a sua participação na Semana do Clima. Ele participaria da palestra “Segmento Ministerial: Rumo à COP 25 e Esforços para Alcançar os Objetivos do Acordo de Paris”. Já o prefeito de Salvador manteve o objetivo de colocar a capital baiana em posição protagonista na defesa do meio ambiente, sendo aplaudido pelo público presente.


De acordo com ACM Neto, a proibição de canudos e sacos plásticos está inserida no Plano de Mitigação contra as Mudanças Climáticas do município, já em fase de estudos, e faz parte do conjunto de ações da Prefeitura para tentar neutralizar a emissão carbono na cidade até 2049, quando a primeira capital do Brasil completa 500 anos. "Essa é uma ação concreta de um conjunto de providências que vamos tomar dentro desse plano de mitigação, para que possamos neutralizar a emissão de carbono e tornar Salvador mais sustentável", declarou o prefeito. A proibição também contribuiria para a despoluição dos mares e da água doce em Salvador.


Se o Projeto de Lei referente aos canudos for aprovado na Câmara de Vereadores, a capital baiana vai se juntar a cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia, que já proibiram a venda do material. Caso ocorra o mesmo com o texto que proíbe a comercialização de sacolas plásticas, Salvador repetirá o feito de cidades como Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.


Conforme explicou o prefeito, a partir do momento em que a lei que trata das sacolas for aprovada, os empresários terão até um ano para se adequarem às novas restrições. Já para se adequar à proibição da utilização de canudos plásticos, o prazo será de três meses. A medida tem o apoio da Associação Baiana de Supermercados (Abase), que encara como positiva a ideia, principalmente do ponto de vista ambiental.


*Foto de Max Haack/Secom

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