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Pasquim completa 50 anos com acervo na internet


Há meio século, mais precisamente a partir do dia 26 de junho de 1969, as bancas de jornais e revistas das principais cidades do país começaram a receber exemplares de um novo tabloide semanal. Era o Pasquim, que com humor e tenacidade, se tornaria referência na luta pela redemocratização, reuniria alguns dos melhores jornalistas da época e inovaria o modo de fazer jornalismo no Brasil, popularizando formatos como a entrevista ping-pong.


Para marcar a data, a Biblioteca Nacional (BN) concluiu a digitalização de todas as 1.072 edições, num total de 35 mil páginas, que poderão ser acessadas livremente a partir de agosto. Um espaço comemorativo também será lançado pela BN no seu site em outubro, reunindo ainda a história do periódico, memórias dos principais colaboradores e ferramentas avançadas de busca, que permitirão, por exemplo, acessar tudo que foi publicado nele por um determinado cronista. O lançamento da página será simultâneo à abertura de uma exposição comemorativa, no Sesc Ipiranga, em São Paulo.


Editado até 11 de novembro de 1991, o Pasquim reuniu figuras do jornalismo como Ziraldo, Henfil, Millôr Fernandes, Jaguar, Tarso de Castro, Sergio Cabral (não o ex-governador do Rio preso, mas o pai dele), Manoel Ciribelli Braga, Miguel Paiva, Prósperi, Claudius, Fortuna, Luiz Carlos Maciel, Paulo Francis, Ivan Lessa, Carlos Leonam, Sérgio Augusto, Ruy Castro e Fausto Wolff. Foi graças ao acervo pessoal de um destes colaboradores, Ziraldo, que a BN teve acesso a todos os números do tabloide, já que possuía apenas 602 edições no seu acervo.


A princípio uma publicação comportamental, que abordava sexo, drogas, feminismo e divórcio, temas que nos anos 60 tinham pouco espaço em grandes jornais, o Pasquim foi se tornando mais politizado a medida em que aumentava a repressão da ditadura, principalmente após a decretação do repressivo Ato Institucional 5 (AI-5). De uma ousada tiragem inicial de 20 mil exemplares, em seu auge o Pasquim chegou a distribuir 200 mil jornais semanais.


CURIOSIDADE: O nome Pasquim, que significa “jornal difamador, folheto injurioso”, foi sugestão de Jaguar. “Terão de inventar outros nomes para nos xingar”, disse.

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