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Palestra performance aborda cultura do estupro


Nesta segunda feira, 26 de agosto, às 19h, o Teatro do Goethe-Institut Salvador-Bahia abriga a palestra performance “Você sabe que você quer! – Representação do desejo no cinema mainstream egípcio e a normalização da cultura do estupro”, da cineasta, artista visual e ensaísta Salma El Tarzi. Vinda do Egito para residência no Programa de Residência Artística Vila Sul, Salma debate um dos principais conteúdos de sua arte feminista: o sexismo nos filmes comerciais e o modo como eles reproduzem a violência sexual contra a mulher, analisando as imagens estereotipadas de gênero, como o assédio e o estupro são normalizados no cinema e como isso reflete as condições sociais reais.


Durante a palestra de Salma serão projetadas cenas de filmes populares, exemplificando sua denúncia e abrindo espaço para uma discussão coletiva sobre as expressões da misoginia também na arte brasileira. A mediação será de Carol Barreto, designer de Moda Autoral e Professora Adjunta do Bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade da Universidade Federal da Bahia (Ufba). A entrada é gratuita e recomendada a maiores de 18 anos.


Salma El Tarzi estudou desenhos animados no Cinema High Institute, no Cairo. Desde que se formou, em 1999, trabalhou em comerciais de cinema e televisão e, em particular, nas áreas de direção, produção, dublagem e escrita. Em 2004, dirigiu seu primeiro documentário de curta-metragem, “Do You Know Why?”, que lida com modelos jovens em comerciais de televisão e que venceu o Prêmio Prata do Festival de Cinema Árabe de Roterdã. Desde então, continua a trabalhar no mercado mainstream enquanto segue sua carreira como documentarista.


Em 2013, dirigiu seu primeiro documentário em longa metragem, “Underground/ On The Surface”, que trata da subcultura da música Electro Shabbi, também conhecida como Mahrganat, e ganhou o prêmio de melhor diretora no Festival Internacional de Cinema de Dubai. No mesmo ano e depois de um bloqueio de 14 anos, começou novamente a pintar e desenhar.


Em 2018, foi coautora do romance não ficção “Three women: Stories from the Egyptian Revolution”, sobre violência institucional e social de gênero durante os primeiros anos da Revolta Egípcia. Atualmente, está trabalhando em uma novela gráfica autobiográfica, bem como em uma pesquisa de arte sobre a representação do desejo e da normalização da cultura do estupro no cinema egípcio tradicional. O primeiro trabalho em andamento da pesquisa foi exibido no Goethe Festival de Artes Feministas Tashweesh.