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Ovos de tartaruga são recolhidos na Barra



Bastou a presença humana diminuir para a natureza reconquistar seu espaço. Foi o que aconteceu na noite de terça-feira, 16 de junho, na praia do Farol da Barra, quando uma tartaruga oliva lentamente cruzou a areia para desovar. Nesta quinta-feira, 18 de junho, os 80 ovos postados pela tartaruga foram retirados por equipes do Grupo Especial de Proteção Ambiental (GEPA) da Guarda Civil Municipal (GCM), do projeto Tamar e da Limpurb.


Após recolhidos, os ovos foram colocados em um isopor, cobertos com areia e levados para a unidade do projeto Tamar em Praia do Forte, onde serão protegidos em um cercado para o período de incubação. Os filhotes devem romper os ovos e nascer após um período que varia entre 45 e 60 dias, dependendo do calor do sol.


As imagens do momento exato em que a tartaruga cava o ninho e enterra os ovos viralizaram em dois vídeos que circularam pelas redes sociais. De acordo com bióloga do Tamar, Natália Berchieri, o ninho precisou ser retirado, pois estava em área considerada de risco para o desenvolvimento dos filhotes, não por conta do trânsito de pessoas, já que as praias da cidade estão fechadas em função das medidas de isolamento social, mas pela iluminação artificial, que confunde as pequenas tartarugas no curto trajeto de volta ao mar.


Ainda de acordo com a especialista, o cercado de incubação na sede do Tamar oferece as condições propícias de acondicionamento dos ovos até o período do nascimento. “Se tudo correr bem, 70 desses 80 ovos vão chocar e teremos 70 filhotinhos”, vibrou a especialista.


O que chamou atenção foi a desova na praia da Barra, já que as tartarugas dificilmente buscam a localidade por conta do grande movimento que é comum em dias normais, inclusive com atividades de banhistas durante a noite. Segundo a bióloga, a ausência de pessoas na areia pode ter atraído o animal. “Esse isolamento forçado tem sido bom para nós humanos, como medida de prevenção, mas principalmente para a natureza e os animais”, disse a bióloga.


Geralmente as tartarugas deixam seus ovos nas praias de Itapuã, Stella Maris e do Flamengo, que são ecossistemas tidos como menos movimentados. A desova em pleno mês de junho também foi considerada atípica, já que o período costuma ser de setembro a março.


Uma segunda tartaruga foi encontrada encalhada na praia do Corsário, na manhã de ontem. Ela foi localizada por banhistas, que chamaram o Salvamar. Equipes do projeto Tamar também estiveram no local e resgataram o animal, que foi levado para a sede da entidade em Praia do Forte.


A tartaruga está em reabilitação e passa por exames. Ainda não há previsão de quanto ela será devolvida ao mar, porque depende de avaliação veterinária. O bicho tem aproximadamente cinco anos, idade onde ainda não é possível saber se é macho ou fêmea. Em caso de ocorrências ambientais, é possível acionar o GEPA, através de contato com o telefone (71) 3202-5312.


CONFIRA O VÍDEO:




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