Receba nossas atualizações

  • Cidade da Bahia
  • Ícone do Facebook Branco

© 2019 por Escriba Comunicação & Consultoria. Criado com Wix.com

  • Cidade da Bahia

Ordep Serra lança romance “Alalá do Luaréu”


O antropólogo e professor Ordep Serra lança nesta quarta feira, 14 de agosto, a partir das 18h, na Academia de Letras da Bahia (Avenida Joana Angélica, 198), o romance “Alalá do Luaréu”. Editada dentro da coleção Mestres da Literatura Baiana, da Academia de Letras da Bahia com a Assembleia Legislativa da Bahia, o romance divide-se em quatro partes, em quatro livros: História de Cíntia, Transpeculação do Lunispício, Lunário de Enoque e Crônica de Cirão.


Segundo o autor, a divisão da obra corresponde à agência de diferentes narradores, embora uma trama subjacente confira unidade ao romance. A História de Cíntia é o texto mais longo. Fala de um acontecimento crítico motivador de toda a intriga. O motivo da crise é alvo de uma busca de esclarecimento que produz o enredo. Essa busca transcorre inicialmente numa pequena cidade sertaneja, onde se presume que teve lugar um acontecimento obscuro, deslembrado, mas provocador de intrigas, medo e confusão. Prossegue em Salvador, onde a história procurada se entretece com outras, transcorridas aí, mas também no Recôncavo e em outros espaços. Envolve um diálogo entre personagens de diferentes origens e meios sociais. Evoca a efervescência cultural da década de 1970 na Bahia (e em todo o Brasil).


Segue a explicação do autor: “Na Transpeculação do Lunispício dá-se amplo espaço à inovação no campo da linguagem, numa breve tapeçaria fantástica. O Lunário de Enoque se compõe de poemas curtos: constitui uma espécie de jogo divinatório com peças líricas, com que se pretende decifrar o motivo da intriga e do romance. Na Crônica de Cirão verifica-se o retorno ao mundo sertanejo e dá-se espaço a múltiplas vozes, com uma exploração criativa de dialetos do interior baiano. O texto incorpora a linguagem da poesia de cordel, de oratórios, crônicas e legendas sertanejas. A crise motivadora acusada logo no começo (já na História de Cíntia) liga um acontecimento histórico de alcance global e midiático (a primeira chegada de homens à lua) com uma agitação do mundo sertanejo. A cidade em que transcorre essa agitação não é identificada, mas sugere-se que ela se situa geograficamente num espaço de transição entre o semi-árido e a Chapada, porém não muito longe do litoral sul da Bahia. Diferentes territórios e identidades são assim trazidos à cena”.


Ordep Serra é graduado em Letras pela UNB, mestre em Antropologia Social pela UNB e doutor em Antropologia pela USP; professor associado do Departamento de Antropologia da FFCH / UFBA; professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFBA; prof. participante do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFBA. Como escritor foi premiado três vezes em concursos nacionais de literatura, com obras de ficção (conto, novela).