• Cidade da Bahia

Novo guia revela a “Bahia de Todos os Cantos”



Muitas águas bateram nas pedras do Porto da Barra desde que o escritor Jorge Amado escreveu, em 1944, o livro Bahia de Todos os Santos, segundo o autor “um estranho guia” destas terras. Com versão final de 1986, a obra de Jorge Amado se tornou referência para muitos leitores, visitantes e novos baianos adotivos, além de contribuir para a consolidação da imagem do estado (e principalmente sua capital) no mundo todo. É, portanto, com muita expectativa e a lembrança no trocadilho do nome, que acontece no sábado, 16 de janeiro de 2021, o lançamento virtual do livro "Bahia de Todos os Cantos – Uma introdução à cultura baiana”, dos competentes Antônio Risério e Gustavo Falcón. Promessa de ser um novo sopro de descobertas, preciosidades e delícias sobre a baianidade.


Devido à pandemia, o lançamento ocorrerá através de uma live com os autores, no próximo sábado, 16/1, a partir das 10h, pelo canal do Youtube da Editora Solisluna. Ao longo de 400 páginas, os autores não se limitam a Salvador e compartilham suas descobertas sobre o Recôncavo Baiano, o Sertão, a Chapada Diamantina, o Oeste e o Sul da Bahia. Também revisitam clássicos da história e recuperam a literatura regional.


Ao reunir o antropólogo e poeta Antônio Risério e o sociólogo e jornalista Gustavo Falcón, a obra promete ser uma leitura inovadora da cultura popular, da história e dos costumes regionais. “Pensado como um guia para a leitura da singularidade cultural da Bahia, o trabalho está amparado em boa e farta bibliografia e inaugura uma espécie de sociologia das formações interioranas, recuperando a diversidade e riqueza da nossa história, vista a partir das várias regiões socioculturais do estado”, destaca Falcón.


De acordo com apresentação da editora, “Este livro apresenta, de forma inovadora, um consistente mapeamento cultural da Bahia baseado numa leitura socioantropológica das diversas regiões do estado”.


“Esta leitura está centrada numa análise diacrônica e específica das várias zonas culturais vistas como parte de um sistema que dialoga, troca informações e se recria a todo tempo. Diferentes ritmos históricos, atores sociais e contextos ecológicos são levados em consideração para a interpretação crítica da pluralidade e do sincretismo do rico mosaico cultural do estado. Amparado em farta bibliografia e pioneiro na interpretação integrada do contexto cultural baiano tomado como objeto de estudos das Ciências Sociais, é leitura obrigatória (e agradável) para todos os que se identificam com o conhecimento histórico da nossa realidade”, conclui o texto de apresentação.

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