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Novo Centro de Convenções pode movimentar R$ 500 milhões por ano


O novo Centro de Convenções de Salvador, localizado na orla da Boca do Rio, que vai ser oficialmente inaugurado no sai 26 de janeiro de 2020, já impacta no desempenho da economia na capital baiana e no estado. A estimativa é de que o equipamento vai influenciar na movimentação de R$ 500 milhões por ano nos mais de 50 setores da economia ligados ao turismo. A GL Events, empresa francesa que administra o equipamento construído pela Prefeitura, estima que 100 novos empregos sejam gerados diretamente, mas esse número pode chegar a pelo menos, 2 mil empregos temporários, a depender do evento.


“Não temos dúvidas de que os resultados na economia da cidade serão os melhores possíveis. Todos estão otimistas, desde os donos de hotéis, bares e restaurantes até o taxista, o comerciante informal. A instalação do Centro de Convenções na cidade (na orla da Boca do Rio) traz toda uma atenção ao setor de negócios e movimenta muito além do próprio entorno", afirmou o titular da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Claudio Tinoco.


Segundo o secretário, mais de 30 eventos já estão sendo prospectados para o novo Centro de Convenções nos primeiros anos e, em breve, Salvador poderá retomar o patamar que já alcançou no turismo de negócios e eventos, quando chegou a ocupar a terceira posição no país neste segmento.


O trade turístico de Salvador já espera o surgimento de novos negócios e empregos. O presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (Febha), Silvio Pessoa, prevê que os impactos na economia da cidade com os novos eventos e congressos que irão acontecer no Centro de Convenções podem equilibrar as contas no período de baixa estação. Ele lembra que o setor perdeu R$1,6 bilhão apenas em diárias desde que o antigo centro de convenções, gerido pelo governo do estado e que sofreu desabamento parcial em 2016, parou de funcionar. A quantia não inclui os prejuízos amargados por outros 50 setores da economia relacionados ao turismo (a estimativa de perda total é de R$2 bilhões).


Luciano Lopes, presidente da seccional baiana da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-BA), estima que, com o funcionamento do novo Centro de Convenções, a taxa de ocupação nos hotéis cresça em torno de 10% nos dois primeiros anos de funcionamento e de 21% a 22% nos dois anos seguintes. Segundo a ABIH, 25 hotéis fecharam nos últimos cinco anos, inclusive dois empreendimentos de grande porte, com as perdas da cidade no turismo de negócios e eventos. O Bahia Othon Palace, que tinha 284 apartamentos e contava com cerca de 200 funcionários, foi um deles.


“O segmento de negócios vem justamente para ampliar a taxa de ocupação e melhorar a média e baixa estação”, afirmou Luciano Lopes, informando que a capital conta atualmente com 410 hotéis e 40 mil leitos.


*Foto de Igor Santos/Secom

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