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Mostra marca 30 anos do Teatro Lambe-Lambe



Uma exposição em comemoração aos 30 anos do Teatro Lambe-Lambe no país estará disponível para visitação até o dia 29 de março no Café Teatro Nilda Spencer, situado na Rua do Couro, S/N, atrás do Espaço Cultural da Barroquinha. A mostra conta com o apoio da Prefeitura de Salvador e diversas peças contam como surgiu a modalidade teatral. Uma delas é a primeira caixa de Lambe-Lambe, utilizada pelas atrizes e pedagogas Denise Di Santos e Ismine Lima na década de 80.


O público pode conferir tudo de perto de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h. No local, há uma réplica das antigas câmeras fotográficas conhecidas como Lambe-Lambe, bonecos diversos, como os marotes (bonecos simbolizando personalidades baianas), caixas do Teatro de Lambe-Lambe e esculturas em miniatura.


A exposição também está aberta à visita de turmas escolares, que pode ser agendada presencialmente ou pelo telefone do diretor artístico Fernando Marinho: 71 3322-2098.


Além da exposição, como parte das ações do 1º Festival Internacional do Teatro de Lambe-Lambe, várias apresentações serão realizadas a partir do dia 13 de março em espaços abertos de diferentes bairros de Salvador. Cerca de 50 caixas vão fazer parte das apresentações em bairros como Campo Grande, Plataforma, Periperi, Cajazeiras, Rio Vermelho, Imbuí, Liberdade, Ribeira, Itapuã, Nazaré e Barbalho.


O Teatro Lambe-Lambe é uma caixa cênica em miniatura, independente e itinerante, onde são encenados espetáculos de teatro de bonecos com duração de 3 minutos, em média, e com apenas um espectador.


Curadora do festival e uma das idealizadoras da arte, Denise Di Santos conta que o espectador da peça em Lambe-Lambe tem o prazer de contemplar um trabalho feito só para ele e de se tornar partícipe do que está acontecendo naquele momento.


“Enquanto a caixa de fotografia Lambe-Lambe revela imagens, a do teatro revela posturas, identidades. A gente tem um trabalho, por exemplo, que é Pedra no Meio do Caminho, inspirado na obra de Carlos Drummond de Andrade. Nele, a boneca tenta retirar a pedra e o espectador se vê tentando retirar a pedra também. E a moral da história é que todos nós temos uma pedra na vida”, diz Denise.


O nome “lambe-lambe” faz alusão às antigas máquinas fotográficas que povoaram as praças brasileiras no início do Século XX. Os artefatos tinham esse nome, porque no momento da revelação das imagens, os fotógrafos tocavam a língua nas fotos para avaliar a qualidade da fixação e da própria lavagem.


Acredita-se que o Teatro de Lambe-Lambe tenha se originado há anos no Oriente, mas no Brasil ela reapareceu na década de 80 por iniciativa de Denise Di Santos e Ismine Lima, inicialmente para educar os alunos na escola, e consagrou-se pela simplicidade do formato e pelo fazer artesanal.


O 1º Festival Internacional do Teatro Lambe-Lambe conta com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio do edital Gregórios, da Fundação Gregório de Matos (FGM). Algumas ações contempladas pelo edital já tiveram início no ano passado, como a oficina realizada entre os meses de novembro a janeiro e a publicação de uma revista eletrônica sobre o assunto.


O festival tem curadoria de Denise Di Santos e Ismine Lima, direção artística de Fernando Marinho, coordenação de produção de Patrícia Brasil e parceria com a Associação Nacional dos Titeriteiros do Teatro Lambe-Lambe.


*Foto de Jefferson Peixoto/Secom