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Ministro recebe vaias no início da programação aberta da Semana do Clima


O terceiro dia da Semana do Clima para a América Latina e Caribe, quarta feira, 21 de agosto, foi marcada pelo início da programação aberta à participação do público inscrito e pela instalação da plenária do evento. A abertura oficial contou com a participação do diretor sênior de Políticas e Coordenação de Programas de Mudança Climática da ONU, Martin Frick, do prefeito de Salvador ACM Neto e do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que recebeu vaias e críticas de dezenas de manifestantes por causa das posições do governo federal sobre questões ambientais.


O evento, que acontece até sexta feira, 23, na Cidade do Clima, implantada no Salvador Hall (Paralela), na capital baiana, ganhou um reforço de público com o início da programação aberta. Espaços ampliados e novos itens em exposição, como um pedalinho da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal) movido por energia solar, atraíram a adesão dos presentes. Além das primeiras manifestações, pinturas de grafite e visitas de grupos de estudantes alteraram um pouco o clima burocrático das mesas de negociações realizadas desde o primeiro dia do evento na Área Verde.



Instigados por Martin Frick a opinar sobre o que mais os surpreendera naquele evento, os integrantes mais experientes da primeira mesa de debates do dia foram taxativos: o grande número de participantes. Conforme dados apresentados por ele, o evento recebeu pouco mais de cinco mil inscrições, repartidas igualitariamente entre homens e mulheres. “São dois mil e quinhentos homens e duas mil e quinhentas damas”, informou.


Em discurso, o prefeito de Salvador disse que o evento acontece em um momento importante para o país e para o mundo e destacou a necessidade de que todos os agentes estejam unidos para a preservação do meio ambiente, independente de ideologias. “O que está em jogo é o destino do planeta e a própria sobrevivência da espécie humana. Nos últimos cinco anos temos registrado recordes históricos de temperatura, que transformam completamente o regime climático global, causando fenômenos que arrasam economias, cidades e vidas. Não podemos fechar os olhos para as regras fixadas pelo Acordo de Paris com a adesão de 195 países, incluindo o Brasil”.


Ele ainda pontuou que as cidades têm um papel fundamental na questão ambiental e reforçou o compromisso da gestão de Salvador expresso através de ações como a construção da Estratégia de Resiliência, a elaboração do Plano de Mitigação contra as Mudanças Climáticas – com metas a serem alcançadas até 2050 quando Salvador completará 500 anos – e o novo PDDU, com a criação de novos parques e áreas de preservação ambiental.


“Essa é uma luta global e local, simultaneamente, onde é necessário pensar global e agir local. A partir deste solo da primeira capital do Brasil, acima das questões políticas e ideológicas, que todos estejam unidos na preservação do meio ambiente”, completou ACM Neto.


Em meio a gritos de “é mentira”, o ministro Ricardo Salles lembrou que o governo federal foi convencido pelo prefeito a manter a Semana do Clima em Salvador, e que os pontos importantes apresentados pelos participantes do evento têm eco nas iniciativas da pasta do Meio Ambiente. “O encontro aqui consolida efetivamente essa preocupação e esse momento importante que estamos passando no mundo com as mudanças climáticas, com as relações de mitigação e adaptação, de investimento e oportunidade para o Brasil, de mostrar questões de sustentabilidade que já são feitas e outras que precisam ser melhoradas, além das oportunidades de investimento, desenvolvimento e recursos”, pontuou.