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Mais de 26 toneladas de petróleo são tiradas das praias de Salvador


A aproximação da alta estação e o surgimento todos os dias de novas manchas de petróleo nas praias de Salvador acenderam o sinal de alerta. Nesta quinta feira as notícias apontaram que manchas atingiram, em grande número, praias da capital baiana, chegaram à Ilha de Itaparica e foram notadas por pescadores na Baía de Camamu. Dando andamento à operação de retirada do petróleo nas praias de Salvador, a Prefeitura, por meio da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), já coletou mais de 26 toneladas do material. No total, 405 agentes de limpeza, 16 caminhões e três tratores trabalham na ação que visa, além de trazer mais segurança para os banhistas, a preservar a vida marinha e atividades econômicas relacionadas ao mar e ao turismo.


Já o governador Rui Costa recebeu, nesta quinta-feira, 17, prefeitos e representantes de oito municípios baianos atingidos pelas manchas de óleo que avançam pelo litoral do Nordeste. Além de discutir a situação e compartilhar informações, o encontro foi voltado ao alinhamento de ações de limpeza das praias e mangues afetados, assim como o recolhimento e o descarte apropriado do material poluente. Após o encontro, governador e prefeitos cobraram mais empenho do governo federal para reduzir os efeitos do desastre ambiental.


Até terça-feira (15), 37 quilos do óleo já haviam sido extraídos da faixa de areia pela Limpurb. O número chegou a 22 toneladas ontem (16) e, nesta madrugada (de quarta-feira para quinta-feira, 17), mais quatro toneladas foram recolhidas. Entre os locais em que há registro das manchas de óleo em Salvador estão as praias da Pituba, Jardim dos Namorados, Jardim de Alah, Boca do Rio, Stella Maris, Praia do Flamengo, Ipitanga, Piatã, Itapuã (Pedra do Sal), Amaralina, Ondina, Rio Vermelho e Barra. Nelas, além da atuação durante o dia, as frentes de serviço estão se concentrando em limpar a areia das praias também no período da noite.


Para a execução dos serviços pelas equipes operacionais do órgão, um protocolo foi estabelecido, desde a quinta-feira da semana passada, quando as primeiras manchas começaram a ser registradas dentro do território de Salvador. Ele foi adotado seguindo orientações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e deve ser usado, inclusive, por grupos voluntários que queiram contribuir com a retirada do óleo.


Segundo o protocolo, os agentes – utilizando equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas, botas, máscaras, em caso de retirada de animal morto, além de bonés – arrastam as manchas da areia ou das pedras com um ancinho, para que depois, com o auxílio de uma pá, o resíduo ser despejado em grandes embalagens. Depois disso, o material é pesado e encaminhado para um depósito temporário localizado na sede da Limpurb. Lá ele ficará acomodado dentro de um contêiner isolado de pessoas e animais aguardando a decisão dos órgãos ambientais responsáveis sobre a sua destinação final.

A orientação para a população é de evitar entrar em contato com o material. As pessoas que visualizarem a presença de óleo podem acionar a Prefeitura através do Fala Salvador, no número 156.


*Foto de Jefferson Peixoto, fonte Secom