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Mônica Salmaso apresenta “Caipira” no TCA


Com uma carreira sólida na música brasileiras, a cantora paulistana Mônica Salmaso sobe ao palco do Teatro Castro Alves (TCA) no dia 26 de setembro, quinta-feira, para apresentar as 14 canções do seu último álbum, “Caipira”. Fruto de uma pesquisa iniciada em 2003, o repertório faz uma verdadeira viagem às origens da música rural e do gênero sertanejo. O espetáculo integra a turnê nacional que começou em junho e já passou por Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife, com patrocínio do Bradesco e realização do Ministério da Cidadania e da Turmalina Produções. Os ingressos custam R$ 60 (inteira ), R$ 30 (meia) e R$ 50 (Vale Cultura). Vendas no IngressoRapido.com.br.


Intérprete sofisticada, Salmaso faz desse trabalho um resgate da alma caipira presente em cada brasileiro, ao tempo que refina o universo ruralista, entranhado nos interiores do Brasil. Em cada música, escolhida a partir de um minucioso garimpo, a cantora celebra o respeito que tem pelo Brasil mais profundo e pelas qualidades criativas do seu povo. Acompanham Salmaso na turnê Neymar Dias (viola caipira), Lula Alencar (acordeon), Teco Cardoso (flautas e sax), Luca Raele (clarinete) e Ari Colares (dividindo com ela a percussão).


A semente para a criação do álbum “Caipira” foi plantada em 2002/2003, quando a artista foi convidada para desenvolver um projeto de shows temáticos em uma unidade do Sesc em SP, tendo sido um deles sobre a música caipira, que ganhou o nome de “Casa de Caboclo”. Ao lado dela, estava seu amigo, o violeiro e escritor Paulo Freire, que lhe trouxe uma mala grande cheia de CDs, vinis e fitas cassete, resultado da triagem de uma vida inteira dedicada a este assunto. “Eu fiquei fascinada”, conta Mônica.


A partir daí, ela encomendou a Freire uma pesquisa mais abrangente sobre o assunto, até que chegasse a hora de, enfim, gravar “o meu disco caipira”, como ela costuma se referir à obra, que foi lançada em 2017 pela gravadora Biscoito Fino. “É um projeto mais íntimo com poucas pessoas escolhidas a dedo por conta da beleza do que fazem e da certeza de que compreendem este universo, com respeito e conhecimento de causa”.


A artista conta que a escolha do repertório partiu daquela pesquisa de 2003 de onde vieram “A Velha” e “Alvoradinha” (do folclore) e foi atualizada por novidades apaixonantes que vieram pelo caminho, como “Caipira”, do Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro - uma descoberta que a fez decidir pelo momento de fazer o CD -; “Primeira Estrela De Prata” (Rafael Alterio/Rita Alterio), que estava no seu balaio de vontades há um tempão; “Minha Vida” (Vieira/Carreirinho), que aprendeu ouvindo o trio Conversa Ribeira de quem é fã; e “Açude Verde” (Sérgio Santos/ Paulo César Pinheiro), que Mônica acha uma das declarações de amor masculinas poeticamente mais bem escritas.


Também estão lá “Leilão” (Hekel Tavares/Joracy Camargo), uma atordoante parte da história do Brasil contada com enorme beleza; “Feriado na Roça” (uma música caipira do Cartola que a Teresa Cristina lhe ensinou); “Saracura Três Potes” (Candido Canela/Téo Azevedo), que conhecia numa gravação de Pena Branca e Xavantinho; “Sonora Garoa” (Passoca), um clássico caipira moderno; “Água da Minha Sede” (Dudu Nobre/Roque Ferreira) e “Bom Dia” (Nana Caymmi/Gilberto Gil), que se “fizeram” caipiras no disco; e também duas canções inéditas: “Saíra”, de Sérgio Santos, e “Baile Perfumado”, de Roque Ferreira.


Este é o 13º disco da carreira de Mônica Salmaso, incluindo dois DVDs. O último álbum, “Corpo de Baile”, incluiu nove músicos no palco, um time de sete arranjadores e ainda uma turnê por dois anos, que passou por Salvador, também no TCA, em agosto de 2016. “Depois de Corpo de Baile, eu senti a necessidade de fazer o meu disco Caipira. Neste momento, é mais urgente do que nunca respeitarmos o que somos e cuidarmos da gente”, realça.


Foto de Paulo Rapoport/divulgação