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Jorge Salomão lança “7 em 1” neste domingo


O poeta, compositor e agitador cultural Jorge Salomão lançará neste domingo, 26 de janeiro, no Velho Espanha Bar e Cultura (Rua General Labatut, 38, Barris), a partir das 17h, o livro “7 em 1”. Após o lançamento, haverá bate-papo com o autor mediado pelo jornalista Claudio Leal.


Jorge Salomão (73) é múltiplo. Nascido em Jequié, no interior da Bahia, em toda a sua carreira burlou as classificações imediatas. “7 em 1”, título de seu mais novo lançamento pela Editora Gryphus, compilando os sete livros do poeta, compositor, agitador cultural, performer e personagem emblemático do desbunde carioca, permite um olhar apurado sobre sua obra literária, que, assim como o autor, não carece de regras fixas.


Com texto de contracapa assinado por Nélida Piñon e orelha de Cristovam De Chevalier, a edição reúne os volumes “Mosaical”, “O olho do tempo”, “Campo da Amérika, Sonoro”, “A estrada do pensamento”, “Conversa de mosquito”, “Alguns poemas” e “+ alguns”, lançados originalmente entre 1994 e 2016, e oferece uma visão sobre a evolução temática e na forma de sua poesia. Há na obra de tudo um pouco; poemas sintéticos, com versos de apenas uma palavra, prosa poética e até uma ficção cinematográfica de efeitos expressionistas. Há também um flerte contínuo com a composição musical, que, assim como na obra de seu irmão mais velho, o também poeta Waly Salomão, é uma das características mais marcantes de sua criação artística.


Foi, aliás, ao lado de Waly que Jorge Salomão saiu da Bahia para se estabelecer no Rio de Janeiro em 1968. Juntos, foram personagens fundamentais da contracultura no Brasil, sempre assíduos nas Dunas de Gal das areias de Ipanema. Também com Waly e Torquato Neto idealizou a revista experimental “Navilouca”, em que refletiam a produção cultural de vanguarda da época. Extremamente versátil, dirigiu peças de teatro, produziu capas de disco e serviu até mesmo de inspiração para a canção "Jeca Total", de Gilberto Gil. Mas foram nos anos 1980 que faria grande sucesso comercial como letrista, gravado por Adriana Calcanhotto, Cássia Eller, Frejat, Marina Lima, Zé Ricardo e Zizi Possi.


Esta antologia reúne os sues sete livros publicados, a sua obra completa. O leitor encontrará na obra, nas palavras da imortal Nélida Piñon, a arte de um "espírito poético". Como define no texto da contracapa: "Ele capta o sentido da poesia no seu texto, na sua própria arte. É um homem luminoso que ama os seres, que ama as palavras, e que vai ao holocausto por elas”.