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Ione Papas relembra Noel Rosa na Sala do Coro do TCA


Na noite desta terça-feira, 10 de dezembro de 2019, véspera da data em que se comemora o nascimento do compositor Noel Rosa (11/12/1910), a cantora Ione Papas apresenta em reedição especial o show ‘Noel Por IoNe’, a partir das 20h, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves. No palco a intérprete estará acompanhada de ilustres músicos da banda A.B.Surdos, com Felipe Guedes (violão, guitarra e vocal), Ivan Bastos (baixo e vocal) e Ivan Huol (bateria e vocal), trazendo como músicos convidados André Becker (flauta e saxes soprano e tenor) e Gabi Guedes (percussão), como participações especiais dos cantores Jota Velloso, Juliana Ribeiro, Luciano Bahia e Pedro de Rosa Morais.


A apresentação busca dar às novas gerações, através de arranjos contemporâneos, a oportunidade de conhecer o trabalho deste grande mestre, representante da música brasileira do inicio do século passado. A apresentação contará ainda com apresentações de vídeos, a exemplo do depoimento da cantora Araci de Almeida contando como conheceu seu grande compositor Noel Rosa, entre outros, sob a direção artística de Eliene Benício. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) e podem ser adquiridos antecipadamente pelo site da ingressorapido.com.br.


A intérprete Ione Papas começou cantando nos bares de Salvador. Estudou Teatro e Canto, tendo integrado os Corais do Mosteiro de São Bento e do Madrigal da Ucsal. Em 1987 estreou seu primeiro show cantando Noel Rosa, intitulado "Seu Garçom faça o favor...", no Teatro Vila Velha. No ano seguinte fez o show "A Serpente" no Espaço Cultural Irdeb. Tornou-se um rosto familiar participando do Programa "Sem Limite" na Rede Manchete, RJ, onde venceu todas as etapas respondendo sobre a Vida e a Obra de Noel Rosa.


Em 1989 foi convidada a participar do show em homenagem a Carlos Cachaça, compositor e um dos fundadores da Escola de Samba Mangueira, onde se apresentou ao lado de grandes nomes da MPB, como Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Paulo Moura e outros, no Teatro São Caetano, RJ. Duas semanas depois, foi homenageada pela Mangueira cantando em sua quadra e recebendo uma bandeira de presente. Com sua voz marcante, abordagem eloquente e repertório sofisticado, Ione tem sido alvo das atenções dos mais exigentes críticos da MPB, na mídia. Seu CD “Noel Por IoNe”, lançado em 2000, também causou impacto no cenário cultural do Brasil. O trabalho, que consiste em uma seleção do “lado B” das obras de Noel Rosa, ou seja, músicas mais desconhecidas, acabou atravessando o oceano, encantando também o mercado europeu, quando uma de suas músicas passou a fazer parte da coletânea portuguesa “Divas do Brasil”, com a faixa “São coisas nossas”.


Seu CD mais recente ‘Na linha do samba’ já é um sucesso junto à crítica musical no país, tendo merecido destaques nos jornais Estado de Minas/BH, Correio da Bahia, Jornal do Brasil/RJ, dentre outros. Lançado oficialmente em janeiro de 2007, retrata o trabalho de toda a carreira de Ione Papas. Nos últimos anos a artista tem apresentado o seu trabalho nos circuitos musicais de São Paulo, participando de vários projetos do Sesc/SP, da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo, além de outros espaços destinados à produção musical de novos talentos.


O HOMENAGEADO


Noel Medeiros Rosa nasceu no dia 11 de dezembro de 1910, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Aprendeu a tocar bandolim de ouvido e, durante sua infância, também aprendeu a tocar violão. Noel Rosa integrou vários grupos, dentre os quais o “Bando dos Tangarás”. O seu primeiro sucesso foi “Com que Roupa?”. A partir daí, o Brasil ganhava um compositor cheio de harmonia e com grande veia irônica.


Noel compôs 259 músicas com mais de 50 parceiros, dentre os quais podemos citar Vadico e Francisco Alves. Tudo isso ocorreu em apenas oito anos de atividade fervorosa em sua entrega à boemia e à arte. Noel até entrou na universidade de medicina, mas desistiu logo no primeiro ano, tornando-se mesmo “doutor” em samba.


Dentre as belíssimas composições de Noel Rosa, podemos citar: Adeus; Até Amanhã; Cem Mil Reis; Feitiço da Vila; Fita Amarela; Filosofia; Conversa de Botequim; Palpite Infeliz; O X do Problema; O Orvalho Vem Caindo; Pra que Mentir e Último Desejo. Apesar da intensa produção, Noel Rosa morreu jovem, de tuberculose, em 4 de maio de 1937, aos 26 anos.

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