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Igreja da Graça reabre após quatro anos de restauração


Neste domingo, 28 de julho de 2019, os moradores de Salvador e os visitantes voltaram a contar com um importante espaço religioso e histórico. Após quatro anos em obras de restauração, que ainda não estão totalmente concluídas, foi reaberta a Igreja do Mosteiro da Graça.


A igreja é a primeira construída em Salvador e fica localizada no local escolhido pela índia Catarina Paraguaçu para homenagear Nossa Senhora da Graça, com a qual a índia teria tido uma visão em sonho. O caso é contado no livro “Notícias de uma terra dessemelhante – Ou como o mal da bicha, o enxota cães, o pulga-prenha, o pau cabeludo e muitas outras preciosidades tiveram vez na Bahia” e o texto também pode ser lido na seção de Crônica e Opinião aqui no site Cidade da Bahia. Para ler CLIQUE AQUI.


Em 1525, Catarina Paraguaçu, filha do chefe dos tupinambás e esposa de náufrago português Diogo Álvares Correia, o Caramuru, mandou construir um pequena igrejinha feita de pau a pique e barro, coberta de palhas de pindoba , para abrigar a imagem de Nossa Senhora da Graça que lhe aparecia em sonhos, a qual foi descoberta na ilha de Boipeba. A imagem tinha sido resgatada pelos índios do naufrágio sofrido pela nau espanhola Madre de Deus, saída do Porto de Barrameda na Espanha com destino ao Brasil, em 1525.


O atual templo é do Século XVIII, com transformações ocorridas nos Século XIX e início do Século XX. Claustro e parte do mosteiro são do Século XVII. O forro da nave tem como tema o Sonho de Catarina (foto) e o da capela-mor a Anunciação do Anjo à Maria, ambas feitas em 1981 pelo grande pintor Manoel Lopes Rodrigues, mestre da Escola de Belas Artes. A igreja abriga o túmulo de Catharina.

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