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Há 75 anos a FEB desembarcava na Itália


Há exatamente 75 anos, em 16 de julho de 1944, os soldados brasileiros do primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira (FEB) desembarcavam em Nápoles, na Itália. Eram 5.090 homens, que compunham a primeira tropa militar da América do Sul a participar efetivamente do maior conflito armado da história da humanidade, a Segunda Guerra Mundial.


Ao se aproximar do porto os “pracinhas” puderam notar os sinais da destruição causada pela guerra e alguns tiveram pela primeira vez a dimensão do que iriam viver nos meses seguintes. Observador atento, o tenente Italo Diogo Tavares anotou as primeiras impressões no seu diário, que só seria publicado 60 anos depois, em 2004, com o título de “Nós vimos a cobra fumar”. O texto dele ajuda a entender um pouco o que os brasileiros sentiram naquele dia:


“Enfim, Nápoles! Numa manhã radiante de sol, vimos surgir os primeiros montes italianos ao longe. Aos poucos, fomos nos aproximando da terra. Ao penetrarmos na baía de Nápoles, a primeira coisa que vimos foi o grande Vesúvio. O gigante dormia. De sua cratera saía um pequeno fio de fumo. Ele, que destruíra povoações inteiras, que matara tanta gente, parecia inofensivo. Depois surgiu o cais. Por todo lado se notava os vestígios da guerra: o porto todo destruído, barcos afundados. Em cima de um navio destruído os americanos fizeram um cais. Milhares de navios coalhavam as águas da baía: barcos de todas as nacionalidades, transportes americanos, couraçados, cruzadores, lanchas de desembarque, navios hospitais, etc.. A defesa antiaérea da cidade é feita pelas baterias antiaéreas e por balões cativos. Cada navio tem preso um balão”.


Lançado em 2004 e com uma segunda edição de 2014, nos 70 anos da campanha brasileira na Itália, o livro “Nós vimos a cobra fumar” é um dos mais completos relatos do dia a dia dos pracinhas nos campos de batalha. Ele pode ser encontrado em e-book na Amazon ou encomendado através do e-mail diogotav@uol.com.br. O diário original e vários documentos deixados pelo autor foram doados pelos filhos de Italo e estão guardados no memorial do Monumento Votivo Militar Brasileiro, antigo cemitério dos soldados brasileiros, em Pistoia, na Italia.

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