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Há 50 anos o homem pisava na Lua


Nesta sábado, 20 de julho de 2019, completa meio século que o homem pisou na superfície da Lua pela primeira vez. O fato, até hoje alvo de teorias da conspiração que na maioria das vezes resumem tudo a uma produção cênica, praticamente foi o clímax da chamada corrida especial. Na disputa, coube aos soviéticos a primeira viagem orbital no espaço e aos americanos a simbólica chegada na Lua.


Dificilmente após aquele 20 de julho de 1969, que marcou ainda o início das transmissões de imagem e som a distância ao vivo, alguém imaginaria que nas cinco décadas seguintes aquele ainda seria o local mais longe a ser visitado por um ser humano. Depois da Lua, por exemplo, chegar a Marte era considerado questão de poucos anos. Só que não.


A missão Apollo 11 levou três astronautas. Neil Armstrong e Buzz Aldrin alunissaram o módulo lunar Eagle em 20 de julho de 1969, às 20h17min UTC. O piloto Michael Collins ficou sozinho no módulo de comando e serviço Columbia, na órbita da Lua, enquanto seus companheiros estavam na superfície.


Foi num domingo e o comandante Neil Armstrong, então com 38 anos, um tímido ex-piloto de testes de aviões americanos, escorregou na escada do pequeno módulo lunar com a qual pousou na superfície do satélite natural da Terra e por pouco não imprimiu ali a mão antes do pé. Foi quando ele disse a célebre frase:


“É um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”.


Armstrong e Aldrin passaram um total de 21 horas e meia na Lua até reencontrarem-se com Collins. A volta a terra duraria mais quatro dias e o módulo de retorno com os três foi resgatado no Oceano Pacífico em 24 de julho, após oito dias no espaço.


Entre 1957 e 1975, a rivalidade entre os Estados Unidos e a União Soviética durante a Guerra Fria focou-se em atingir pioneirismos na exploração do espaço, que eram vistos como necessários para a segurança nacional e símbolos da superioridade tecnológica e ideológica de cada país. A corrida espacial envolveu principalmente esforços no lançamento de foguetes para o espaço, sendo o seu maior legado a rede de satélites artificiais que hoje conecta todo o planeta.


A conquista do universo através de viagens espaciais, entretanto, continua mais para ficção científica do que para a ciência. Os altos custos envolvidos nos projetos, as constantes disputas políticas e necessidades econômicas terrenas nos mantiveram mais ou menos no mesmo ponto 50 anos depois. Ou talvez piores, em alguns aspectos. Afinal, nas cinco décadas seguintes destruímos grande parte de nossas florestas, envenenamos boa parte dos oceanos com plásticos e continuamos nos matando talvez de forma pior do que os antigos bárbaros.


Na ausência do que comemorar neste meio século, comemoremos a esperança, já que o desafio para os próximos 50 anos passou a ser sobreviver na Terra.

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