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Ganhadeiras de Itapuã gravam DVD


A celebração da história e do canto de mulheres negras vai tomar conta do palco do Teatro Castro Alves (TCA) na quarta feira, 31 de julho de 2019. É a gravação do DVD “Ganhadeiras de Itapuã 15 Anos”. Além das vozes das integrantes do grupo, o show receberá como convidados Mariene de Castro, Margareth Menezes, Larissa Luz e Saulo Fernandes.


No repertório, canções autorais das próprias integrantes do grupo, quanto de compositores do bairro de Itapuã, além de uma passagem por canções de Dorival Caymmi, prestando uma homenagem ao lendário bairro de Salvador. A direção musical e os arranjos são criados por Amadeu Alves. Ingressos a R$ 20 e R$ 40 na bilheteria do TCA (Praça Dois de Julho/Campo Grande, s/n) ou no www.ingressorapido.com.br.


O grupo “As Ganhadeiras de Itapuã” surgiu em março de 2004, a partir de encontros musicais realizados entre moradores empenhados na busca pelo resgate de tradições do passado e pela preservação da memória cultural do bairro de Itapuã. O nome homenageia as mulheres que desde o Século XIX e início do Século XX, faziam “lavagem de ganho” (lavando roupas) ou saiam com seus balaios a pé para vender peixe e quitutes pela cidade para ganhar o sustento da família.


“As Ganhadeiras de Itapuã” têm a diversidade como característica fundamental, o que pode ser comprovado através do seu variado repertório musical como também pela heterogeneidade das (os) componentes. São crianças entre 2 e 14 anos de idade, adultos e idosos, homens e mulheres, sendo que a integrante mais idosa tem 87 anos. Além do aspecto etário, o grupo reúne pessoas vinculadas a diversas crenças religiosas. Acrescenta-se ainda a diversidade étnica, de gênero e a variada formação cultural e educacional dos integrantes que inclui desde o antigo ensino primário até a pós-graduação.


Sua musicalidade é o reflexo dessa diversidade, é a mistura entre a tradição e a modernidade, entre o canto da lavadeira e uma base instrumental com arranjos bem cuidados. As Ganhadeiras de Itapuã constituem uma das mais inusitadas e bem-sucedidas experiências musicais já realizadas, cujo reconhecimento foi alcançado em 2015 com o premiado CD de estreia, quando recebeu dois troféus no 26° Prêmio da Música Brasileira (Melhor Álbum Regional e Melhor Grupo). E em 2016 o grupo teve outro momento de consagração quando brilhou para o mundo numa bela apresentação realizada na cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no Estádio do Maracanã.


Entre as contribuições musicais trazidas pelo grupo, encontra-se o “Samba de Mar Aberto”. Termo criado inicialmente pelo diretor musical Amadeu Alves para caracterizar e denominar o jeito de tocar e cantar o samba no litoral de Itapuã. Mas, aos poucos o conceito de "Samba de Mar Aberto" veio se ampliando, de maneira que passou a designar também a própria música das Ganhadeiras de Itapuã, a qual não se limita a um ritmo somente. São sambas, cirandas, afoxés, marchinhas, músicas religiosas e clássicos como a singela “Trenzinho Caipira” de Villa Lobos. De modo que “Samba de Mar Aberto” hoje é a expressão da própria diversidade que “As Ganhadeiras de Itapuã” representam, ajudando a contar a cultura e a história de Salvador.

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