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Gamboa Nova homenageia o teatro na programação de março



No mês em que se comemora o Dia Nacional do Circo e o Dia Mundial do Teatro, em 27 de março, o Teatro Gamboa Nova promete movimentar a cena cultural de Salvador. Com apoio da Secult, através do edital Ações Continuadas, o público pode assistir, a preços populares, os espetáculos “Tântrica Santina”, “Mariar-Um Mar de Poesias”, “Vila ABCD”, além da exposição de Salomão Zalcbergas e a exibição especial do clipe da mineira Roberta Campos, em parceria com Vitor Kley.


O espetáculo “Tântrica Santina – forjada em sangue a sorte imaculada e um homem morto”, com atuação de Rita Rocha, estará em cartaz no Teatro Gamboa (Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos) todas as quartas e quintas de março (04, 05, 11, 12, 18, 19, 25 e 26), 19h, dentro das comemorações do mês do Teatro e do Circo do espaço. Segundo a produção, os espectadores são convidados a dar um passo além da passividade de quem assiste, caminhando ao redor da cena por um trajeto especialmente preparado. O espetáculo conta a história de uma mulher que, em meio a um turbilhão de imagens, sentimentos e emoções, revisita suas dores e seus amores. “Ela morre e, da própria morte, renasce cada vez mais forte. Sob a luz de um novo olhar, reconhece o seu lugar”, explica Rita. Ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia com comprovante/ aceita cartão de débito e crédito) na bilheteria a partir das 15h. Informações: 71 3329 2418/ Rita (21)99916 2213.


A obra é de autoria de Thor Vaz, que também assina a direção, e foi publicada pela editora carioca Jaguatirica, no ano de 2016. Sua equipe artística reside em Salvador e no Rio de Janeiro, onde o projeto começou a ser traçado em agosto de 2018 e estreou no dia 5 de maio de 2019 no espaço cultural Olho da Rua, em Botafogo, RJ. Ficou em cartaz nos meses de maio e junho de 2019 compondo a programação do festival “Elas Sim”. Em novembro, foi selecionado para participar do festival Satyrianas, com única apresentação no dia 14, no Estúdio Nu em São Paulo.


Contemplado pelo edital de seção de pautas da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e da Funarj, ficou em cartaz no Espaço Rogério Cardoso e na Casa de Cultura Laura Alvim, de 29 de novembro a 22 de dezembro, realizando 12 apresentações. Rita e Thor fazem parte da Cia Teatro Imediato, que foi lançada em 2010, sempre apresentando ao público obras originais.


MARIAR UM MAR DE POESIAS



A atriz e pesquisadora interiorana Natalyne Santos e a atriz, também cantora e percussionista Emillie Lapa, unem suas trajetórias - que perpassam desde o canto, a relação com os instrumentos percussivos, além da arte-educação e a vivencia afrocultural - num trabalho identitário\ancestral, intitulado “Mariar-Um Mar de Poesias”. Todas as sextas de março, às 19h, no Teatro Gamboa. Ingressos a R$ 20 e R$ 10.


O espetáculo poético-musicado traz em sua essência histórias que se passam no manguezal, vivenciadas por mulheres negras, marisqueiras que tem o mangue como meio de subsistência, trabalho e lazer. “O casamento da musica com o teatro e da poesia e a força da ancestralidade negra, é traduzido na história oral”, explica Natalyne, que completa: “Além de entreter, temos uma grande responsabilidade sócio/educacional/ambiental, alcançando pessoas de todas as idades, com uma dinâmica única e diversidade rítmica, que inclui ritmos afro-brasileiros”.


Emillie Lapa é multi-instrumentista, atriz, cantora, compositora e arte-educadora, dominando instrumentos como cavaquinho e baixo, e encontrando na percussão sua grande paixão pela cultura negra. A artista soteropolitana é também idealizadora do “Grupo de Mulheres Negras com Pandeiro na Mão” (2019) fundado a partir da Oficina de Pandeiro o Ritmo da Memória desde 2007. Atua ainda como diretora musical e instrumentista\performer de espetáculos teatrais como “Somos todas Clandestinas” “Gusmão O Anjo Negro e sua Legião” e “Contos de Azeviche”.


Natalyne Santos nasceu na cidade de São Francisco do Conde. Atriz, pesquisadora e arte-educadora licenciada pela Escola de Teatro da Ufba, atua na Comunidade de São Bento das Lages, localizado no Recôncavo de São Francisco do Conde, como mobilizadora e agente cultural, influenciada pelo seu pai, Francisco Paulo dos Santos, mestre de samba de roda. Fundadora e diretora da CNTAP- Companhia Negra de Teatro Infanto-juvenil A Ponte.


VILA ABCD



Ilma Nascimento, Janaína Carvalho, Pedro de Rosa Morais e Sandra Simões, além de Meg de Souza, Leo Bittencourt e João Lima, “Vila ABCD” é um convite às crianças a mergulhar no universo da língua portuguesa, através de músicas compostas a partir das letras do alfabeto. Em cartaz aos domingos, 17h, dentro do projeto GamBoa Música Pôr do Sol, do Teatro Gamboa. Ingressos a R$ 20 e R$ 10.


Realizado pela Cia. Brasil de Teatro e idealizado pela cantora e compositora Sandra Simões - que assinou a maior parte das composições - apresenta um mundo rico em poesia, música, letras, palavras e rimas. Vozes, guitarra, violão, ukulele, escaleta, violoncelo e bateria, compõem a instrumentação deste trabalho, que tem roteiro e direção musical assinado por todos os artistas da companhia. O show conta também com músicas de compositores baianos feitas especialmente para este projeto, a exemplo de Deco Simões, Karina de Faria, Ray Gouveia e a jovem compositora Juliana Coelho.


A Cia. Brasil de Teatro, desde a sua fundação no ano de 2002, tem por foco a produção voltada para o público infanto-juvenil assumindo como um ponto forte de suas montagens a combinação da música com outras linguagens, em especial as artes cênicas. Foi assim com todas as suas produções, com destaque para os musicais “História de Uma Caixola” (2003), “Rádio Biruta FM” (2005), “Comadre Florzinha, Dona Onça e os Cachorros Fujões” (2007) e, recentemente “Vila ABCD” (2019), que além do teatro, faz uma inserção no universo da literatura. Vale ressaltar que todos estes espetáculos foram dirigidos por João Lima, parceiro do grupo desde a sua formação.


TODA BIXA BAIANA



Parodiando a frase toda menina baiana a o espetáculo “Toda bixa baiana” traz uma narrativa onde mostra características e peripécias das bichas e Drag Queens da cena soteropolitana. Em cartaz no Teatro Gamboa, dias 07, 14, 21 e 28, sábados, às 17h e 19h, com o preço de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).


Toda história é contada por Binha, que passa rifa para sobreviver. Muito guerreira, negra e periférica, vive enfrentando diversos preconceitos. Afeminada desde criança, lida com muito humor com os problemas da vida, principalmente pela sua sexualidade e seu modo de ser. É moradora do centro da cidade e sonha em ser uma grande diva da cena drag local. Também é fanática pela rainha do axé music, Daniela Mercury, e sua grande diva e inspiração do transformismo é Valerie O`Hara, a qual ela sonha em ter como sua madrinha drag.


São quatro drags, de diferentes perfis, fazendo o que sabem de melhor: rir, chorar e se emocionar .De uma forma leve e descontraída, abordam assuntos que envolvem a comunidade LGBT, desde religião de matriz africana ao show business drag queen.


*Fotos de Joselia Falcão (1), Isabel Vasconcelos (2), Tete Marques (3) e divulgação

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