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Fumantes representam 5,4% da população de Salvador



Neste sábado, dia 29 de agosto, é Dia Nacional de Combate ao Fumo, criado para conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo. Apesar das péssimas notícias relacionadas ao tabagismo, como a incidência de câncer e os custos para o sistema público de saúde, alguns dados sobre a redução do número de fumantes são animadores, sobretudo em Salvador, uma das cidades brasileiras com menor índice de fumantes.


De acordo com o estudo Vigitel 2019 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, a capital baiana é uma das seis cidades com menor índice de fumantes com idade a partir de 18 anos, com 5,4% da população. No Brasil, esse número é de 9,8%. Também é a capital de estado com menos índice de tabagismo.


Para a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o baixo índice é resultado da existência do Programa de Controle do Tabagismo na cidade, aliada à legislação municipal. Uma delas é a 7.651/2009, que proíbe o uso de cigarro ou qualquer outro derivado do tabaco em ambiente coletivo total ou parcialmente fechado.


O tratamento através do programa é gratuito e desenvolvido nas 63 unidades básicas de saúde administradas pelo município. As atividades têm como foco a prevenção e o tratamento e, para quem quer deixar de fumar, o primeiro passo é se inscrever em uma das unidades, levando um documento de identificação oficial com foto e cartão do SUS.


Após a inscrição, o paciente passa por uma entrevista (anamnese) para avaliação do interesse em se tratar e, também, do nível de dependência da nicotina. Isso porque, em alguns casos, além das terapias em grupo, também é indicado o uso de medicamento.

Vencidas essas duas etapas, o paciente começa a fazer as terapias coletivas semanais. O apoio é dado por um grupo de profissionais gabaritados, entre eles médicos, psicólogos, dentistas, nutricionistas e enfermeiros.


Seguindo recomendação do Ministério da Saúde, nesse momento de pandemia o atendimento prossegue de maneira individual, até que o risco de contaminação pelo novo coronavírus seja reduzido. Algumas unidades também têm adotado o atendimento remoto para dar mais segurança ao paciente. Para saber a localização das unidades de saúde que fazem o tratamento e mais informações, o telefone de contato é o (71) 3202-1045.


Faz três anos que Elza dos Santos, de 57 anos, deixou de fumar. Ela entrou no grupo de terapia do Programa de Controle do Tabagismo em 2017, em uma unidade de saúde do Bairro da Paz, onde mora. Em um dia 8 de agosto, aniversário do marido, ela tomou a decisão que não fumaria mais.


“Não tenho mais fumaça de cigarro dentro da minha casa. Eu deixei de fumar, o meu esposo e o meu sobrinho também deixaram. Eram três fumantes em casa, vivíamos sufocados. Acho que até os vizinhos ficavam incomodados. Hoje em dia eu me sinto bem melhor. Ando certa distância e não sinto o cansaço que sentia. Também deixei de tossir como antes”, relata Elza, que nem precisou usar todos os adesivos antifumo.


Sulamita Oliveira, assistente social sanitarista e técnica de referência do programa, explica que é muito mais fácil deixar o tabagismo com a ajuda de profissionais do que sozinho. “A nicotina envolve três tipos de dependência. Uma delas é a física, que é quando o corpo do fumante se acostuma com o uso da nicotina e, por isso, ao tentar parar de fumar, aparecem sintomas como dor de cabeça, tontura, ansiedade e irritabilidade”, conta.


Os outros tipos de dependência, conforme explica a assistente social, são a psicológica ou emocional - quando o cigarro é usado de forma equivocada para reduzir a ansiedade - e a comportamental ou de hábito, a exemplo de fumar após as refeições. “Por isso, não é fácil e a pessoa realmente precisa de ajuda. O programa de controle conta, justamente, com um grupo de profissionais habilitados a apoiar nesse sentido”, explica Sulamita.


Segundo o Vigitel, o tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, sendo responsável por mais de dois terços deste tipo de morte no mundo. No Brasil, esse tipo de câncer é o segundo mais frequente: 27.833 pessoas morreram em 2017, de acordo com os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tabagismo está relacionado à causa de diversas doenças. Além do câncer de pulmão, já citado, é responsável por câncer de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas e bexiga.


A dependência do cigarro também pode levar a doenças respiratórias e cardiovasculares, a exemplo de enfisema pulmonar, bronquite, asma, infarto, hipertensão arterial, AVC, além de úlcera, osteoporose, catarata, impotência sexual nos homens e infertilidade nas mulheres.

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