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Evento apresenta universo musical da África


De quarta a sexta feira, 4 a 6 de setembro, o Goethe-Institut Salvador-Bahia se transformará em espaço de discussão, repercussão e audição de sonoridades africanas contemporâneas. O seminário “Sons da África – Introdução às músicas populares africanas: África do Sul – Angola – Congo – Senegal” se volta à história e ao legado da musicalidade africana no Brasil, que se evidenciam nas músicas afro-brasileiras, constituindo um patrimônio imaterial que faz parte da construção identitária da maior parte da população do país. O evento reúne pesquisadores deste universo residentes na Bahia, em mesas de debate, palestras e shows, numa articulação entre o Goethe-Institut e os grupos de pesquisa da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas antecipadamente em http://bit.ly/sons-da-africa, ou no local. A classificação indicativa é de 12 anos.


O seminário nasceu a partir da presença em Salvador do escritor e jornalista alemão Max Annas, residente do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut, que, por muitos anos, viveu na África do Sul, pesquisando e reportando a produção cinematográfica e da música popular africana do Século XX. Seu interesse pelo assunto o faz permanecer investigando, na Bahia, a repercussão deste universo. Percebe-se que, ainda que as musicalidades de países africanos apresentem uma impressionante e atual produção fonográfica, elas continuam praticamente desconhecidas no Brasil e na Bahia, mesmo com sua conexão ancestral. O objetivo do evento é, portanto, disseminar conhecimentos e saberes deste contexto, num recorte em alguns países e gêneros musicais, a partir de mesas informativas de aprofundamento geográfico-musical.


Na quarta-feira, 4 de setembro, às 19h, a mesa de abertura reúne DJ Sankofa; o professor de música, artista e doutorando em Etnomusicologia Marcos Santos; e os professores Bas’Ilele Malomalo e Katharina Döring, coordenadores, respectivamente, dos grupos de pesquisa África-Brasil (Unilab) e Koringoma (UNEB). Na ocasião, será exibido o filme “Ceddo”, de Ousmane Sembène.


Já na quinta-feira, dia 5, das 9h às 12h, a manhã será dedicada a Congo-Angola, com explanação feita pelo congolês Bas’Ilele Malomalo, doutor em Sociologia, docente no Instituto de Humanidades e Letras (IHL) da Unilab e coordenador do Programa de Extensão Latitudes Africanas; e pelo angolano Israel Mawete Ngola, coreógrafo e músico, graduado no curso de Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades e licenciando em Ciências Sociais. À tarde, das 14h às 17h, vem o Senegal, com apresentação de Max Annas e o convidado Doudou Rose Thioune. O encerramento, às 18h, é com música de Doudou Rose Thioune e Babacar Niang – Gewels de Dakar.


No último dia, 6 de setembro, sexta-feira, a manhã, das 9h às 12h, debate a África do Sul, novamente com Max Annas. À tarde, das 14h às 17h, a roda de conversa “Músicas africanas no Brasil e sua importância para as musicalidades afro-brasileiras – uma lacuna na pesquisa, educação e produção cultural” terá participação de Anderson Petti (músico, compositor e pesquisador, mestrando em Educação Musical), Giba Conceição (percussionista e compositor), Israel Mawete Ngola (coreógrafo e músico), Marcos Carvalho (graduado, mestre e doutor em Filosofia, pós-doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade, professor da Unilab), Marcos Santos (professor de música, artista e doutorando em Etnomusicologia), Monica Millet (percussionista e compositora), Okwei Odili (cantora e compositora), Raymundo Sodré (compositor e cantor), Thon Nascimento (compositor, violonista e pesquisador de música africana) e Viviam Carolina (compositora, percussionista e cantora), com mediação de Bas’Ilele Malomalo e Katharina Döring. Para fechar, às 18h, show do grupo Makamba.

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