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Detalhes viram um show a parte na conferência climática


Quando o assunto é mudança climática global, cada pequena iniciativa é importante para a soma de esforços. Não por acaso, na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC), que começou segunda feira, 19 de agosto, e prossegue até sexta, 23, em Salvador, os detalhes estão por todo lado e representam uma atração a parte. Vão do crachá de papel reciclado "recheado" com sementes de manjericão, que podem ser plantafas após o evento, ao cardápio da praça de alimentação, predominantemente vegetariano e orgânico, passando pelas camisetas carbono zero dos voluntários e por uma central em forma de “palmeira” para a recarga de baterias de celulares e outros dispositicos através da energia fotovoltaica.


O participante que por acaso ame um bom churrasco ou queira comer uma moqueca de arraia pode se programar para almoçar fora da Cidade do Clima e bem longe da praça de alimentação armada no Salvador Hall. No primeiro dia do evento, um dos restaurantes mais procurado tinha “quesadillas” de queijo, tomate e manjericão, de ricota, passas e cenoura ralada, ou de shimeji, brócolis, álho e maionese de abacate. Como sobremesa, as opções eram açaí na casquinha com banana e granola ou torta de banana também com granola.


Quem optasse pela culinária árabe poderia desfrutar de uma salada de grão de bico ou esfirras de coalhada de castanha de caju com zaatar ou de berinjela com azeitonas. Para beber, chá de hibisco com limão e especiarias. Em outros lugares também se encontravam bebidas macrobióticas, tapiocas de ricota com legumes, sanduíches e outras opções naturais. Da culinária baiana, havia a opção de acarajé light. Sem camarão, naturalmente.


Nos utensílios, nada de plástico. Talheres de fibra de madeira, pratos de papelão reciclado e copos de papel ou reutilizáveis, que eram distribuídos, assim como mudas de árvores. Causou uma certa confusão no primeiro dia o sistema de pagamento, feito através de um cartão pré pago, o que gerou algumas filas. Também houve reclamações em relação à falta de lixeiras na praça de alimentação.


Outro detalhe interessante no evento é o uniforme da equipe de voluntários. Todos utilizam bonés e camisas polo “carbono zero”, produzidos por uma empresa parceira com stand no evento. Segundo o folder do produto – em papel reciclado, naturalmente – a primeira camisa polo carbono zero do planeta é produzida com autossuficiência no consumo de energia, com sistema fotovoltaico, ou seja, energia solar. Entre as práticas da fábrica constam ainda a captação de água da chuva, economia circular, com destinação correta de lixo e compostagem, além da doação de retalhos.


Na hora de recarregar o celular, o espaço preferido dos participantes é uma palmeira estilizada (sunew green) que capta energia solar e é rodeada por um banco com tomadas USB. Ali é possível utilizar celulares e aparelhos móveis enquanto estão sendo recarregados. Ao custo zero de carbono, como deve ser num evento em que os detalhes colaboram para dizer que é com pequenas ações que todos podem colaborar para criar um mundo melhor.