Receba nossas atualizações

  • Cidade da Bahia
  • Ícone do Facebook Branco

© 2019 por Escriba Comunicação & Consultoria. Criado com Wix.com

  • Cidade da Bahia

Deborah Colker apresenta “Nó”


Uma das companhias de dança mais reconhecidas do Brasil, que leva a assinatura da premiada coreógrafa Deborah Colker, apresentará o espetáculo “Nó” no Teatro Castro Alves, em Salvador, nesta quinta e sexta feira, 25 e 26 de julho de 2019, às 21h. Os ingressos podem ser comprados na bilheteria do teatro (4000-1139) ou pelo Infresso Rápido (https://www.ingressorapido.com.br/).


Bailarinos amarrados com cordas, corpos que se aprisionam e se libertam, movimentos inspirados em um cavalo, dançarinos entrelaçados, uma mulher presa pelos cabelos. Em seu sétimo espetáculo, a Companhia de Dança Deborah Colker transforma em coreografia um tema demasiado humano: o desejo. Foram mais de dois anos de elaboração e a necessidade de dominar diversas técnicas até a coreógrafa Deborah Colker Deborah chegar ao resultado final do espetáculo, que tem codireção de Flavio Colker.


A apresentação, que estreou mundialmente no Tanzfestival Movimentos, em Wolfsburg, Alemanha, traz os elementos que tornaram a companhia um fenômeno de comunicação com o público: o virtuosismo coreográfico, a precisão e o vigor dos bailarinos, a exploração e a ocupação de novos espaços cênicos. Com figurinos do estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch, os bailarinos fazem de “Nó” um espetáculo ao mesmo tempo violento e delicado, brusco e sensível, chocante e amoroso, onde a dramaturgia se torna evidente.


No primeiro ato, os dançarinos se movimentam em meio a um emaranhado de 120 cordas. Cordas que dão nós e que simbolizam os laços afetivos que nos amarram. Numa companhia marcada pela disciplina, foram necessários meses de treinamento exaustivo para lidar com o acaso das cordas, já que a cada dia os movimentos saíam diferentes.Também foi preciso dominar novas técnicas. Deborah utilizou a bondage (técnica com cordas para controle da dor, do movimento e do prazer) e também o conhecimento de todos os tipos de nós, aprendidos com um marinheiro, para contribuir na construção sua coreográfica.


Mas a sofisticação técnica foi banhada por conceitos filosóficos. Para dar conta da complexidade do tema, a companhia modificou o seu sistema de trabalho e, paralelamente aos trabalhos físicos, introduziu aulas de filosofia com o professor Fernando Muniz.


No segundo ato, saem as cordas e o palco é ocupado por uma caixa transparente de 3,1 x 2,5 metros, uma criação do cenógrafo Gringo Cardia. A inspiração veio de uma viagem que Deborah fez a Amsterdã, Holanda, onde visitou o Red Light District (Bairro da Luz Vermelha), em que garotas de programa se expõem em vitrines nas fachadas das casas. Neste aquário gigante, feito de alumínio e policarbonato, material usado na blindagem de carros, os bailarinos se enlaçam, se atraem e se repulsam, se atam e se desatam. É uma metáfora do desejo, daquilo que se quer, mas não se pode pegar, daquilo que se vê, mas não se pode ter, daquilo que se ambiciona, mas não se pode realizar.


Ao lançar “Nó”, a Companhia de Dança Deborah Colker, surgida no cenário artístico em 1994, já havia colocado em cena “Vulcão”, “Velox”, “Mix”, “Rota”, ‘Casa”, “4 por 4” e “Dínamo”, apresentados com sucesso em países como Inglaterra, Itália, Alemanha, Áustria, França, Nova Zelândia, EUA, Canadá, Argentina, Colômbia e Chile. Com “Mix”, a coreógrafa ganhou, em 2001, o prêmio Laurence Olivier, um dos mais prestigiados das artes cênicas em Londres, na categoria Outstanding Achievement in Dance (Destaque em Dança).