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Capital baiana entra em estado de emergência de saúde



Medidas publicadas em edição extra do Diário Oficial neste final de semana e outras que foram anunciadas e serão oficializadas a partir de segunda-feira, 16 de março, colocam Salvador em estado de “Emergência de Saúde (ESPI)” para conter o avanço do coronavíris. Os dados apontavam na manhã de domingo oito casos confirmados da Covid-19 na Bahia, sendo a metade em Salvador e os outros em Feira de Santana, a 115 quilômetros da capital. As características de avanço da doença, no entanto, já motivaram medidas como a realização de jogos de futebol sem torcedores e a sugestão de que aglomerações de pessoas sejam evitadas. A recomendação, no caso, foi ignorada por cerca de 350 moradores de Salvador, que realizaram neste domingo, 15, um ato em defesa do governo Bolsonaro nas proximidades do Farol da Barra.


Após decretar que as unidades municipais de saúde de Salvador deverão funcionar, a partir desta segunda-feira, 16, “de forma ininterrupta e sem restrição de qualquer natureza”, de que não serão autorizados eventos com 500 pessoas ou mais e que servidores em retorno de viagem ao exterior ficarão em isolamento domiciliar, a Prefeitura alinhou com o Governo do Estado seis medidas para reduzir o risco de contaminação nos transportes públicos. As novas deliberações conjuntas foram anunciadas pelos secretários da Saúde Fábio Vilas-Boas e Léo Prates neste domingo, 15, e deverão constar de um decreto determinando, em caráter de urgência, a estratégia de higienização especial nos transportes públicos. Nesta segunda-feira, 16, haverá uma reunião entre representantes da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) e a União das Prefeituras da Bahia (UPB) com o objetivo de que todos os municípios baianos adotem a mesma medida, inclusive atingindo o transporte escolar.


De acordo com o novo decreto, os transportes de massa (ônibus, metrô, trens, BRT) devem manter uma política de limpeza diária e frequente com produtos saneantes nas superfícies de contato dos passageiros. A limpeza deve ser feita com água e sabão, ou álcool a 70%, pelo menos uma vez ao dia nas superfícies que são tocadas com muita intensidade. Também devem ser intensificados os procedimentos de limpeza e desinfecção nos terminais e meios de transporte, reforçando a utilização de EPI - Equipamento de Proteção Individual, conforme disposto na Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 56, de 6 de agosto de 2008.


As medidas definidas também preveem o reforço do uso de EPI para os trabalhadores que realizam esgotamento sanitário dos meios de transporte e fossa séptica e a ampliação da quantidade dos locais para a higienização das mãos com sabonete e água corrente ou disponibilização de pontos com álcool gel a 70%. Além disso, a autoridade local deve estabelecer regras próprias para portos, aeroportos e rodoviárias com triagem e testagem de passageiros oriundos de cidades onde já se saiba da ocorrência de transmissão comunitária da Covid-19.

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