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Caminhada homenageia mártires da Revolta dos Búzios


O Fórum de Entidades Negras da Bahia (Feneba), em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Governo do Estado da Bahia (Sepromi) e da Câmara Municipal de Salvador, promoverá na sexta-feira, 8 de novembro, a “Caminhada de retorno dos mártires da Revolta dos Búzios”. O objetivo é lembrar que nesta data, em 1799, há 220 anos, quatro homens negros saíram da antiga Cadeia Pública (atual Câmara de Vereadores) em direção à Praça da Piedade, onde foram enforcados e esquartejados. A caminhada, que contará com a participação de grupos de cultura, de arte e representantes do movimento social, sairá da Praça da Piedade, às 13h, em direção à Câmara de Vereadores, onde, às 15h, será realizada uma Sessão Especial do Dia Municipal em Memória dos Mártires da Revolta dos Búzios.


Luiz Gonzaga, João de Deus, Lucas Dantas e Manuel Faustino foram condenados pela tentativa de organizar umlevante que pretendia declarar a independência política de Portugal e proclamar uma República Democrática, livre da escravidão. Além destes quatro mártires, Antonio José foi morto envenenado na cela onde estava preso, em 28 de agosto de 1798.


A Revolta dos Búzios, também conhecida como Revolta dos Alfaiates (uma vez que alguns participantes da trama exerciam este ofício) ou Conjuração Baiana, ocorreu em 1798-1799, na então Capitania da Bahia, na colônia brasileira. A revolta teve grande influência de ideias iluministas, que ganharam força com a Revolução Francesa, além de alguns processos de independência no continente americano, como Estados Unidos e Haiti, junto com a Inconfidência Mineira.


A população se encontrava em um nível muito grande de insatisfação. Esse cenário começou alguns anos antes, quando foi decidido que Salvador deixaria de ser capital e que o Rio de Janeiro seria o novo local central da colônia. Com a diminuição da atenção para a Bahia, recursos passaram a ser menores, o que provocou dificuldades administrativas. Havia carência de alguns alimentos e os impostos cobrados eram altos para a população.


O movimento precipitou-se de forma “intentada” no dia 12 de agosto de 1798, quando panfletos manuscritos foram encontrados na porta das igrejas e colando-os nas esquinas da cidade conclamando a população “bahiense” para tomar o poder e instalar um governo republicano. O fato chamou a atenção das autoridades, que promoveram duas devassas para investigar o movimento e identificar e punir os envolvidos, resultando nas prisões, julgamentos e execuções dos condenados em praça pública.