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Biografia relata a história de um padioleiro da FEB na Segunda Guerra


Nascido na fazenda Lagoa das Antas, em Senhor do Bonfim, Bahia, no ano de 1923, Manoel Alves de Oliveira chegou a trabalhar em um consultório de dentista, onde aprendeu a lidar com instrumentos médico e mesmo a aplicar injeção. Adolescente, fugiu para Salvador para tentar a vida. Acabou alistando-se ao Exército justamente em 1944, ano em que o Brasil se preparava para enviar a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para lutar na II Guerra Mundial. O pracinha Manoel virou padioleiro – carregador de maca e enfermeiro - na Companhia de Saúde e foi nessa função que ajudou a salvar mais de 400 companheiros de armas, viu centenas de mortes e, quis o destino, sobreviveu à queda de três bombas.


A história do pracinha Manoel Alves de Oliveira é contada no livro “Manoel, o padioleiro – Aventuras de um pracinha baiano na II Guerra Mundial”, que será lançado neste sábado, 23 de novembro, às 15h, na Associação dos Ex-Combatentes de Salvador, em Itapuã. O livro, escrito pelo jornalista e professor Chico Araújo, é uma biografia baseada na memória do ex-pracinha, que voltou ao Brasil como enfermeiro, até se aposentar. Próximo de completar 96 anos de idade, Manoel mantém o jeito simples e é um grande contador de histórias.


Num dos episódios em que viu a morte de perto, perdeu três companheiros que carregavam padiolas junto com ele. Quis o destino que Manoel se afastasse alguns metros, por alguns segundos, sentindo o calor intenso e a força da explosão. Manoel é sobrevivente de um conflito mundial sem proporções e que, apesar do exemplo de coragem, pouco reconhecimento teve no Brasil.



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