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Biografia reclamada ou anunciada?



Luiz Guilherme Pontes Tavares*


Numa das últimas conversas do professor Luis Henrique Dias Tavares com o empresário e jornalista João da Costa Falcão (1919-2011), no apartamento desse em Ondina, acompanhei o relato da viagem de fuga, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, na qual Falcão, então militante do Partido Comunista, conduziu Luis Carlos Prestes, o lendário dirigente dessa organização política. Fiquei entusiasmado com o que ouvi, sobretudo quando essa lembrança ocorreu no curso da homenagem ao centenário de nascimento do criador do Jornal da Bahia, completado no último 24 de novembro (domingo).


Estive na sessão especial que a Assembleia Legislativa promoveu na manhã desta quinta-feira, 28 de novembro. A indicação foi do deputado Alex Lima (PSB) e foi enriquecida pelos depoimentos do escritor Emiliano José, que exerceu mandato parlamentar nos níveis estadual e federal; do jornalista Walter Pinheiro, presidente da ABI e da Tribuna da Bahia; do empresário e escritor Joaci Góes, presidente da ALB; de João da Costa Falcão Neto, produtor cultural, homônimo do homenageado por ser seu neto; e Maria Adenil Falcão Vieira, filha do aniversariante.

Neste registro, anoto apenas comentários dos oradores Emiliano José, Walter Pinheiro e Joaci Góes. O primeiro advertiu que, apesar da obra memorialista de João Falcão, é necessário e urgente que se providencie a pesquisa para a produção de biografia dele. O presidente da ABI recordou que o pai foi colega do homenageado no serviço militar e guardou a lembrança de alguém que manteve ao longo da vida o compromisso com a justiça social. O presidente da ALB, instituição da qual João Falcão foi membro, acrescentou que o jornal mural Unidade foi iniciativa do homenageado na adolescência e, portanto, antecede a revista Seiva, que João Falcão publicou aos 19 anos, e o jornal comunista O Momento, de 1945.

Na terra de Cipriano Barata, Luiz Gama, Castro Alves, Cosme de Farias, Irmã Dulce e Jorge Amado, houve também o inesquecível João da Costa Falcão.


*Luiz Guilherme Pontes Tavares é jornalista