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Ópera Lídia de Oxum volta ao TCA 25 anos após estreia


A ópera Lídia de Oxum será encenada no Teatro Castro Alves, em Salvador, de quinta-feira a sábado, de 21 a 23 de novembro, 25 anos após sua primeira montagem. O espetáculo abre as comemorações dos 80 anos do poeta, romancista, novelista, dramaturgo, ensaísta e compositor brasileiro Ildásio Tavares. Os ingressos podem ser comprados no link https://www.ingressorapido.com.br/event/33046-1/d/66139.


A montagem faz parte da Coleção Ildásio Tavares, que também irá contar com a realização de outras peças escritas por ele e as reedições de quatro livros do autor e do LP “Espetáculo Os Orixás”, lançado originalmente em 1978 pela gravadora Som Livre.

A coordenação geral da nova montagem da ópera é de Ildázio Júnior e a direção artística é de Gil Vicente Tavares, filhos de Ildásio Tavares, que assina a obra junto com Lindembergue Cardoso.


Primeira ópera baiana e a primeira ópera brasileira escrita em português, a obra homenageia a cultura afro. No palco, 164 artistas divididos em oito solistas, 75 músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), 60 coristas, 20 bailarinos, cinco percussionistas e um violeiro-repentista.


“Idásio Tavares esteve muito atento a questão afro diasporica e por isso este é um momento muito importante para a gente e para a cultura da Bahia”, fala Ildazio Júnior.

A ópera, apresentada pela primeira vez em 1994, no Palco Principal do Teatro Castro Alves, é uma demonstração da força do povo negro. O enredo atravessa as décadas como um grito de resistência. “Para mim a ópera era sempre algo erudito baseado na cultura italiana, quando fui convidado para este trabalho fiquei muito feliz porque ele comunica, fala e não fica no lugar difícil é inacessível para a gente. Que lindo que está acontecendo aqui, na Bahia”, diz o cenógrafo Marcio Medina.


“Esta coleção vem em um boa hora, ano que vem são os 80 anos de Ildásio e começar com Lídia de Oxum é iniciar em grande estilo, porque ele tinha um grande carinho e apreço por esta obra, não só por ser a primeira ópera baiana, mas principalmente por ter uma temática tão urgente para uma cidade como Salvador, que é majoritariamente negra. Ela fala da falsa abolição que aconteceu. O Brasil ainda precisa de mais uma ou duas abolições para tentar arrumar a injustiça e a tragédia que foi feita ao trazer os negros para cá”, avalia Gil Vicente Tavares.


A montagem foi viabilizada através do projeto Bahia Afro Bahia, que tem patrocínio da Skol Puro Malte, por meio da Cervejaria Ambev, e do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda. Entre os nomes confirmados participam do projeto também estão o maestro Angelo Rafael (preparador vocal e regente do coro) e maestro Carlos Prazeres (Orquestra Sinfônica da Bahia).


Além da ópera Lídia de Oxum, estão previstos no projeto também a realização de outras peças escritas por Ildásio e a reedição de quatro livros do autor. Entre os títulos, a “Antologia Negra”, com a reedição de “Xangô”, “Lídia de Oxum”, “Candomblés da Bahia” e “Nossos Colonizadores Africanos”, com nova diagramação e box com capa pintada por Caribé.


Encenada pela primeira vez em 1978, em coprodução com o Teatro Castro Alves, a ópera “Caramuru” também será remontado pela Vira Mundo Produções e apresentada em praça pública. Já o LP “Espetáculo Os Orixás” ganhará novos arranjos e uma versão inédita de show, com artistas baianos convidados.


Poeta, romancista, dramaturgo, ensaísta e compositor, Ildásio Tavares viveu 70 anos, entre 1940 e 2010. Em vida publicou centenas de artigos em colunas dos jornais. Na sua carreiras, publicou 17 poemas e sete contos em livros de antologias, 12 roteiros de espetáculos,14 livros de poesias, duas óperas, dois roteiros para filmes, três romances e teve 46 músicas gravadas.

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