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História

Lutas, fundações e primazias no entorno da baía

As terras que rodeiam a Baía de Todos os Santos foram habitadas até por volto do ano 1000 por índios tapuias. Por volta desta data, no entanto, elas foram ocupadas por tribos de origem tupi, obrigando os tapuias a se deslocar para o interior.

 

No século XVI, quando os primeiros europeus chegaram, o que hoje chamamos de Salvador era habitado por um desses povos tupis, os tupinambás.

 

Em 1501, Gaspar de Lemos, que comandava o navio de mantimentos designado por Cabral para levar as notícias para D. Manuel I sobre o descobrimento, em 1500, da Terra de Vera Cruz (Porto Seguro), retornou em expedição exploratória, em companhia do cartógrafo italiano Américo Vespúcio. Em 1º de novembro de 1501, Dia de Todos os Santos, a expedição descobriu uma imensa baía, que recebeu seu nome em função do calendário cristão. Foi mais feliz do que em 1º de janeiro de 1502, no decorrer da viagem, quando batizou equivocadamente de Rio de Janeiro outra grande baía. Mas esse buraco é mais em baixo.

 

Nove anos depois da passagem de Gaspar de Lemos, em 1510, ocorreu o naufrágio de um navio francês perto do bairro de Rio Vermelho. Fazia parte da tripulação o português Diogo Álvares, o Caramuru, que sobreviveria e viria a exercer um importante papel como mediador das relações entre os exploradores europeus e os nativos tupinambás.

 

Em 1534, Francisco Pereira Coutinho fundou um pequeno povoado no distrito da Barra. Dois anos depois, em 1536, com a chegada do primeiro donatário português, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El Rei dom João III, foi fundada nas imediações da Ladeira da Barra o Arraial do Pereira. Esse arraial, 12 anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha.

 

Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua arrogância e crueldade. Por isso, diversas revoltas indígenas ocorreram durante a gestão dele. Uma delas obrigou o donatário a se refugiar em Porto Seguro, levando Diogo Álvares como “convidado”. Na volta, após forte tormenta, o barco ficou a deriva e acabou por ir dar na praia de Itaparica, na Baía de Todos os Santos. No local, os índios fizeram-no prisioneiro e deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho, que vivo era considerado indigesto pelos índios, foi morto, retalhado e devorado pela tribo numa festa antropofágica.

 

Em 29 de março de 1549, uma frota de colonos portugueses chegou, pela Ponta do Padrão, chefiada por Tomé de Sousa e comitiva, em seis embarcações - três naus, duas caravelas e um bergantim - com ordens do rei de Portugal para fundar uma cidade fortaleza com o nome do São Salvador. Nasceu, assim, a cidade do Salvador, já com o status de capital, sem nunca ter sido província, permanecendo por muitos anos a maior cidade das Américas, rapidamente transformada num importante centro da indústria de açúcar e do comércio de escravos. Prosseguiu como capital até 1763, época em que a família real se refugiou no Brasil e escolheu o Rio de Janeiro como sede administrativa.

 

Por ter sido capital durante tantos anos, Salvador colecionou primazias, como sede do primeiro bispado (até hoje seu arcebispo é primaz do Brasil) e da primeira escola da Companhia de Jesus das Américas (1549), recebeu o primeiro médico das possessões de além-mar (Jorge Valadares), abrigou a primeira Faculdade de Medicina e a primeira academia de letras (1724).

 

Por sua importância econômica e estratégica, Salvador foi invadida três vezes por holandeses (1598, 1624/1625 e 1638) e se tornou foco da resistência portuguesa após a proclamação da independência do Brasil em 1822. Nas duas ocasiões, os nativos contribuíram para expulsar os invasores. Daí a independência da Bahia ser comemorada em 2 de julho (1823).

 

Berço de revoltas e fatos sem precedentes, como a Conjuração dos Alfaiates (1798), a Revolta dos Malês (1835), a Cemiterada (1836), a Revolução dos Chinelos (1858), o Bombardeio de Salvador (1912), a cidade possui ruas, becos, ladeiras e largos impregnados de história. Uma parte desta história pode ser encontrada neste site, assim como a história que é construída a cada dia. Afinal, o jornalista é o historiador apressado.

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